Após
reunião com CNJ, governo de Rondônia promete
ação emergencial para crise do sistema carcerário
Como resultado da ação do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) em Rondônia, o governo
local vai se comprometer a adotar uma série de medidas
emergenciais para solucionar a crise do sistema carcerário
da capital, Porto Velho. A Procuradoria-Geral da República
chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a intervenção
federal no Estado devido às condições
degradantes a que estariam submetidos os presos da penitenciária
Urso Branco.
Dois juízes auxiliares da Presidência e da
Corregedoria do CNJ reuniram-se ao longo do dia desta segunda-feira
(13/10) com o secretário de Segurança e representantes
de diferentes órgãos do governo estadual,
do Ministério Público Federal e Estadual,
da OAB e o juiz da Vara de Execuções Penais
(VEC) da capital. Ao final da reunião, foi formado
um grupo de trabalho que vai definir as ações
e elaborar um termo de compromisso, no qual o Executivo
estadual compromete-se a melhorar as condições
do presídio Urso Branco.
Os representantes do CNJ também visitaram o complexo
dos três presídios de Porto Velho e puderam
constatar problemas de superlotação também
nos presídios Urso Panda e Ênio Pinheiro. A
situação mais grave é mesmo a do Urso
Branco, onde a própria estrutura do prédio
parece não suportar o número de presos no
local.
Para minimizar o problema, o Judiciário local, por
meio da Vara de Execuções Penais, já
vinha realizando um mutirão de execução
penal, com vários profissionais trabalhando na revisão
dos processos penais. De acordo com um dos juízes
do CNJ, a equipe vem cumprindo o seu papel, mas a ação
ataca o problema que só poderá ser solucionado
com a abertura de novas vagas no sistema carcerário.
Os juízes foram para Rondônia por determinação
do presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes,que
diante da gravidade das denúncias apresentadas, determinou
que cópias do processo fossem encaminhadas ao CNJ
para que a Corregedoria Nacional de Justiça investigasse
a situação do presídio (PETCOR 20080000009139).
No início da semana passada, a atuação
do CNJ também contribuiu para encaminhar soluções
para crise do sistema penitenciário no Rio Grande
do Sul, onde o corregedor nacional de Justiça, ministro
Gilson Dipp, negociou uma atuação coordenada
de órgãos dos diferentes poderes.