Micro e pequenas
empresas terão acesso facilitado à Justiça
O Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é o mais novo
parceiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em
convênio assinado nesta terça-feira (21/10)
pelo presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, e pelo diretor-presidente
do Sebrae, Paulo Tarcísio Okamotto, no plenário
do Conselho em Brasília, ficou acertada a parceria
entre as duas instituições para facilitar
acesso à Justiça para as micro e pequenas
empresas, por meio de métodos alternativos de resolução
de conflitos.
Ao falar sobre as vantagens do acordo, Gilmar Mendes destacou
“a importância dos empresários na economia
nacional. Com esse convênio, esperamos que, tanto
pessoas físicas quanto pessoas jurídicas,
tenham a efetiva proteção do judiciário”,
salientou.
O ministro comentou ainda que “o CNJ busca se estruturar
como órgão de planejamento do Judiciário,
tarefa difícil num país complexo como o Brasil”.
Como exemplo dos instrumentos criados pela Justiça,
Mendes citou os juizados especiais que já ultrapassaram
a Justiça federal em número de processos.
Projeto-piloto - Pelo acordo, o Sebrae fará inicialmente
uma pesquisa nacional que definirá o número
de empresas que possuem conflitos no Judiciário e
o impacto social e financeiro nessas empresas. O levantamento
irá gerar um diagnóstico para a formulação
de alternativas para o setor. A conselheira Andréa
Pachá, presidente da comissão de Acesso à
Justiça, Juizados Especiais e Conciliação
do CNJ, uma das primeiras ações da parceria
será a criação de um projeto-piloto
no Estado de Santa Catarina que irá funcionará
como um pólo pré-processual para atendimento
ao setor, em casos de conciliação. Andréa
Pachá comentou que “há 28 milhões
de empregados nas micro e pequenas empresas, segmento que
representa 99,23% dos negócios do país”.
De acordo com Paulo Okamotto, atualmente existem 3 milhões
de empresas registradas no regime de tributação
Simples. O dirigente do Sebrae estima que, no Brasil, esse
número poderá atingir 6 milhões de
empresas, considerando tanto o mercado formal quanto o informal.
O termo de cooperação tem o objetivo de implantar
uma política pública nacional na área.
Segundo Okamotto, a demora no julgamento dos processos é
responsável por muitos prejuízos nas micro
e pequenas empresas. “Queremos que a justiça
chegue a todos os brasileiros. Tenho esperança de
que, a partir dessa iniciativa, os micro e pequenos empresários
possam usar a conciliação para resolver suas
questões judiciais”, afirmou. O objetivo principal
do convênio assinado nesta terça-feira é
democratizar o acesso à justiça às
micro e pequenas empresas e facilitar a resolução
de conflitos que as empresas possam vir a ter na Justiça.