Sarkozy
defende Brasil no Conselho de Segurança da ONU
22-12-2008 17:10:46

AGÊNCIA
LUSA
Rio de Janeiro, 22 dez
(Lusa) - Nicolas Sarkozy, chefe de Estado francês
e Presidente do Conselho da União Européia
(UE), defendeu nesta segunda-feira a reforma das Nações
Unidas e o ingresso do Brasil como membro permanente do
Conselho de Segurança.
“Precisamos do Presidente Lula na
administração mundial e precisamos do Brasil
como membro permanente do Conselho de Segurança da
ONU”, disse Sarkozy durante o 2° Encontro Empresarial
que ocorre paralelamente à 2ª cúpula
Brasil-União Européia, destacando que falava
como Presidente da França e não do Conselho
da UE.
Apesar de haver uma concordância dos
países membros da UE sobre a necessidade de reforma
da ONU, há profundas divergências dentro do
bloco europeu sobre como esta mudança deve ser feita.
Sarkozy ressaltou que toda a Europa acredita
no futuro do Brasil, mas que a França vai demonstrar
claramente a sua confiança no país nesta terça-feira,
quando forem assinados os acordos bilaterais que envolvem
grandes recursos.
Acordos
Uma das principais áreas de cooperação
é a da defesa, com a aquisição pelo
Brasil de quatro submarinos convencionais da França
- os Scorpènes, o desenvolvimento de um submarino
nuclear, a construção de um estaleiro e de
uma base no Rio de Janeiro, além da compra de 50
helicópteros de transporte EC-725.
O ministro brasileiro da Defesa, Nelson
Jobim, revelou hoje à imprensa que o pacote que será
assinado para a compra dos helicópteros é
de 1,9 bilhão de euros, mas recusou-se a divulgar
valores sobre o contrato na área naval, que prevê
a transferência de tecnologia tanto dos submarinos
convencionais como do nuclear.
Fontes militares disseram à Lusa,
entretanto, que o pacote naval deve rondar os 6,5 bilhões
de euros.
A parceria estratégica entre Brasil
e França na área de defesa pode envolver ainda
a aquisição de caças supersônicos,
que não estará incluída no acordo a
ser assinado entre os Presidentes Lula e Sarkozy na terça-feira.
“Isto poderá ser incluído
mais tarde. A Força Aérea deverá encerrar
as suas análises técnicas sobre os caças
em julho do ano que vem”, admitiu Jobim.
Os dois países devem assinar também
três acordos que prevêem parcerias para a gestão
e a exploração de forma sustentável
da Amazônia, a criação de uma rede de
estudos sobre a biodiversidade e a cooperação
na luta contra o garimpo ilegal na região da Guiana
Francesa.
22/12/2008
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