Nenhuma nova vítima de
voo 447 é resgatada, mas barco francês avista
supostos corpos
quinta-feira,
11 junho, 2009 17:46
última alteração:
quinta-feira, 11 junho, 2009 19:19
Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Nenhuma
nova vítima do acidente com o voo 447 da Air France
foi resgatada desde a tarde de terça-feira (9), quando
o total de corpos retirados do mar chegou a 41. Desde então,
as condições meteorológicas vêm
dificultando os trabalhos da Aeronáutica e da Marinha,
reduzindo a visibilidade na área apontada como mais
propensa para a localização dos corpos.
Hoje (11), o navio anfíbio
francês Mistral, que chegou à região
na terça-feira, avistou, de longe, o que oficiais
franceses supuseram ser corpos boiando. “Ainda não
há confirmação de que sejam mesmo corpos”,
afirmou há pouco, em Recife, o diretor do Departamento
de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro
Ramon Borges Cardoso. Informações mais completas
serão dadas às 19h de hoje.
Os primeiros tripulantes de navios
brasileiros em ação na área de buscas
também já começaram a ser substituídos.
Segundo o brigadeiro, um helicóptero Black Hawk,
que partiu na madrugada de hoje de Fernando de Noronha,
levava militares que ficariam a bordo da fragata Bosísio.
O navio estava a cerca de 40 quilômetros do arquipélago,
com 25 corpos que foram içados por outro helicóptero,
um Super Puma, e levados à ilha.
Em Fernando de Noronha, os corpos
vão passar por um processo de pré-identificação
realizado por peritos do Instituto Médico Legal de
Recife e da Polícia Federal (PF).
De acordo com o brigadeiro, concluída
a primeira parte do reconhecimento, a ideia inicial é
que apenas 12 ou 13 dos corpos sejam levados para a capital
pernambucana na tarde de sábado (13). Os demais seriam
trasladados apenas domingo. Em Recife, eles se somariam
aos 12 corpos que chegaram ontem (10) à noite à
sede do IML, para que a identificação seja
concluída.
Ainda segundo o brigadeiro, a
corrente marítima que, até ontem, carregava
os corpos e os destroços da aeronave para cada vez
mais longe do território brasileiro, mudou de direção,
voltando-se para terra firme. “Não posso dizer
que ela [corrente marítima] seja boa, mas pelo menos
não prejudica mais do que o que nós temos
hoje em relação às distâncias
que têm ser percorridas pelos aviões. Se ela
se voltar um pouco mais para o Sul, aí sim será
bom, porque nesta área há mais visibilidade.”
Dois representantes da Air France
devem chegar ao Brasil neste domingo, mas o brigadeiro não
soube dizer exatamente o que eles vêm fazer. Parte
das 37 peças dos destroços recolhidos pela
fragata Grajaú foram deixadas hoje, em Natal , e
serão transportadas para Recife, onde ficarão
à disposição das autoridades francesas
responsáveis pela investigação das
causas do acidente.
Agência
Brasil