Comitê
aprova medidas para melhorar informatização
do Judiciário
quinta-feira, 2 julho, 2009 19:46
O Comitê de Gestão
dos Sistemas Informatizados do Poder Judiciário se
reuniu, nesta quarta-feira (01/07), em Brasília,
para propor medidas e sugestões a respeito da informatização
do Judiciário.
Composto por representantes do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) e de responsáveis pela área de Tecnologia
da Informação dos Tribunais, os participantes
do encontro decidiram consultar os tribunais sobre o modelo
de sistemas informatizados a ser adotado pela Justiça.
Por meio de consulta pública, os tribunais terão
30 dias para enviar suas sugestões sobre o modelo
de requisitos (Moreq). Esse modelo permitirá a elaboração
de sistemas processuais e de gestão documental que
seriam uniformes na Justiça Brasileira, sempre cumprindo
requisitos que garantam a segurança da informação
e a comunicação entre sistemas diferentes.
O Comitê decidiu ainda que o Judiciário deverá
implantar o modelo de governo eletrônico E-Ping, que
é adotado atualmente pelo Poder Executivo. “Não
vamos apenas adotar esse modelo, poderemos também
intervir na evolução dele”, explicou
o juiz Marivaldo Dantas, membro do Comitê.
Os integrantes do Comitê de Informatização
também debateram sobre a necessidade de uma política
única na área de TI para todo o Judiciário.
A intenção é de que, com um modelo
uniforme, seja possível agilizar a prestação
jurisdicional. As medidas visam ainda o cumprimento das
metas de nivelamento aprovadas no II Encontro do Poder Judiciário
Nacional realizado em fevereiro de 2009, dentre elas a de
informatizar todas as unidades judiciárias do Brasil
e interligá-las por meio da internet. “O papel
deste Comitê é alimentar os tribunais sobre
qual deve ser a política institucional do Judiciário,
em relação à Tecnologia e Informação
(TI)”, destacou o secretário-geral do CNJ,
Rubens Curado, que presidiu a reunião.
Durante o encontro, o secretário-geral do CNJ propôs
a criação de um Planejamento Estratégico
Nacional de Tecnologia da Informação, com
diretrizes e objetivos a serem alcançados a curto,
médio e longo prazo pelos Tribunais na área
de TI, com vistas a obter um nivelamento nacional. “A
idéia é criar uma linha de direcionamento
para os Tribunais, sem intervir na autonomia de cada um.
A partir disso, cada Tribunal fará seu próprio
planejamento alinhado a esse norte”, destacou o secretário
geral do CNJ.
Segundo dados do Justiça
em Números, de 2004 a 2008, o Judiciário gastou
pelo menos R$ 2,5 bilhões com ações
de tecnologia e informação. “O que fizemos
com esse dinheiro? O que temos de resultado? O que queremos
para os próximos anos?”, questionou Rubens
Curado ao defender a necessidade de um planejamento estratégico
nacional.
EN/MB/ SR
Agência CNJ de Notícias
Conselho Nacional de Justiça - Assessoria de Comunicação