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Nelson
Jr./ASICS/TSE |
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Caminhão
da Justiça Eleitoral Solidária |
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Carreta
será cartório eleitoral itinerante em cidades
de Alagoas arrasadas por enchentes
quarta-feira, 8 setembro, 2010 12:27
Na manhã da segunda-feira
(6) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou uma carreta
que partiu de Brasília para Alagoas, com o objetivo
de auxiliar o Tribunal Regional Eleitoral no atendimento
aos eleitores de cidades arrasadas pelas enchentes que ocorreram
no estado, em julho deste ano. A carreta vai funcionar como
um cartório eleitoral itinerante, uma vez que os
imóveis onde eram instalados foram destruídos.
O veículo é dividido
em cinco salas com mesas e cadeiras, e conta com espaço
para reuniões e estrutura física pronta para
receber instalação de equipamentos de informática.
A expectativa é de que a carreta chegue a Maceió
na quarta-feira (8), para dar suporte, inicialmente, aos
municípios de Quebrângulo, Branquinha e Murici
– que tiveram seus cartórios eleitorais completamente
destruídos.
Visita
Logo
após as chuvas castigarem cidades de Alagoas e de
Pernambuco, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), ministro Ricardo Lewandowski, visitou os dois estados
ainda em julho. Na ocasião, ele já havia adiantado
que manteria ações em conjunto com o Tribunal
Regional Eleitoral de cada estado com o objetivo de garantir
o direito ao voto dos moradores da região.
A carreta é uma vara itinerante
do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e
foi emprestada à Justiça Eleitoral para uso
no atendimento a essas cidades. O veículo ficará
no local até a recuperação das áreas
destruídas.
De acordo com a diretora-geral
do TSE, Patrícia Landi, a carreta vai servir como
cartório itinerante para as regiões atingidas,
inclusive com espaço para o juiz eleitoral montar
seu gabinete bem como ambiente de trabalho para o chefe
do cartório e demais servidores. No local, os eleitores
poderão tirar dúvidas e reimprimir o título
eleitoral, entre outros serviços. Com a carreta,
os cartórios não precisarão atuar em
salas de delegacias e prefeituras como estão desde
que os cartórios foram destruídos.
Além da carreta, o TSE
enviou 80 barracas do Exército que servirão
de seções eleitorais, uma vez que as escolas
onde normalmente ocorre a votação estão
ocupadas pelos desabrigados.
“A Justiça Eleitoral
não queria em nenhum momento tirar a população
desabrigada e causar mais um transtorno para fazer a eleição”,
afirmou a diretora-geral.
O TSE também já
enviou para o Tribunal Regional de Alagoas os títulos
eleitorais das pessoas da comunidade prontos para serem
entregues. Enviou ainda baterias para o funcionamento das
urnas, uma vez que em alguns locais não há
energia elétrica.
“A nossa vontade é
que a Justiça Eleitoral seja parceira para possibilitar
a essas pessoas que exerçam seu papel de cidadãos,
mas, efetivamente, a gente sabe a dificuldade até
de encontrar mesários e pessoas que possam participar
do processo eleitoral”, destacou Patrícia Landi.
Existe a possibilidade de seguir
para a região outra carreta também emprestada
pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Além disso, nos próximos 15 dias o TRE alagoano
dirá se vai necessitar de mesários e, caso
a necessidade se confirme, alunos das universidades poderão
fazer esse trabalho.
No estado de Pernambuco, onde
algumas cidades também sofrem com as consequências
das chuvas de julho, o TRE preferiu alugar alguns espaços
que servirão como locais de votação.
Calamidade
De acordo
com relatório do TRE-AL divulgado na época,
foi decretado estado de calamidade pública pelo Governo
do estado em 15 municípios do interior, que somam
250.905 eleitores, o que corresponde a 12,34% do eleitorado
alagoano. Além disso, outros quatro estavam em situação
de emergência.
No relatório, o tribunal
regional já ressaltava a necessidade de “enérgica
atuação da Justiça Eleitoral, dado
que locais de votação para a instalação
de seções eleitorais, documentos de identificação
e possibilidade de localização de eleitores
foram gravemente prejudicados”.
Em Branquinha, por exemplo, o
cadastro biométrico foi realizado com todos os eleitores
da cidade, mas não há nenhum prédio
público para o abrigo dos quatro locais de votação
no dia da eleição. Em Rio Largo a situação
é semelhante, uma vez que 39.431 eleitores foram
identificados pela biometria e tem 11 locais de votação
atualmente servindo de abrigo para a população
desalojada.
MB/CM/LF
| Imprensa TSE