quarta-feira, 23 abril, 2008 13:46
Da
muda clandestina à inovação do design
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Divulgação
Sebrae |
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.JPG) |
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Utilidades
e acessórios evitam a sazonalidade |
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A produção
do junco no Vale do Ribeira começa em 1933, com a
chegada de Shigeru Yoshimura a Registro com uma muda de
junco escondida na bagagem.
Ele vinha de Fu Kuoka,
ao sul do Japão, terra de verões quentes e
úmidos cuja principal atividade era a produção
de junco, matéria-prima do tradicional tatami japonês.
O clima de verões
quentes e úmidos Yoshimura reencontrou no litoral
sul de São Paulo e o Vale do Ribeira se tornou o
único produtor de junco das Américas, com
produção de 50 toneladas da fibra seca por
ano.
Foi nessa nova terra
que Shigeru Yoshimura plantou o junco cuidou dele por três
anos.
Três anos depois,
quando a planta começou a brotar, ele distribuiu
novas mudas aos colonos da região, para a multiplicação
do trabalho.
Yoshimura produziu junco
até sua morte, aos 82 anos de idade, em cima de um
tatami, como diz uma velha canção japonesa
que os imigrantes trouxeram da terra natal: Se tu
és realmente japonês, que teu último
suspiro seja em cima de um tatami.
De uma muda clandestina
às inovações do design, é a
nova geração de produtores, como Douglas Massayuki
Naoi e Hélio Hideshi Tameda, filho e neto de imigrantes
japoneses, que renovam a tradição do junco
no Vale do Ribeira, mas com profissionalismo, visão
de negócio, cooperação e inovação
em produtos.