| Meio
Ambiente |
Cresce a reciclagem
de PVC no Brasil
Pesquisa
sobre o índice de reciclagem de PVC no Brasil mostra
que houve avanço de 13,7%, em 2005, para 17%, em
2007. Os dados dizem respeito ao PVC descartado no pós-consumo.
A pesquisa também indica que o faturamento da indústria
brasileira de PVC cresceu 30,3%, de R$ 90 milhões
em 2005, para R$ 124 milhões em 2007.

Da esquerda
para a direita, o PVC coletado, o PVC processado para a
reciclagem e o produto da reciclagem já pronto.
A indústria de
reciclagem do PVC no Brasil conta com 136 empresas que empregam
1365 pessoas. Hoje, a capacidade instalada dessas indústrias
é de cerca de 70 mil toneladas anuais. Segundo a
pesquisa, somente 75% dessa capacidade são utilizados,
o que mostra claramente o potencial de crescimento do setor.
Entretanto, este desenvolvimento está atrelado à
intensificação da quantidade de sistemas de
coleta seletiva de resíduos pós-consumo. O
Brasil tem mais de 5500 municípios e cerca de 350
têm algum sistema de coleta seletiva. A pesquisa
também aponta algumas características regionais
da indústria de reciclagem do PVC.
Do total reciclado em 2007, cerca de 25.122 toneladas, a
região Sudeste respondeu por 10.853 ton. Em seguida
vem a região Sul, com 10.851 ton, sendo as outras
3 regiões responsáveis pelo restante. Uma
característica interessante verificada na pesquisa,
é que a reciclagem de resíduos pós-consumo
é muito mais intensa se comparada à reciclagem
industrial.
Esta responde por apenas 13,7% das 25.122 toneladas, enquanto
que 21.680, ou 86,3% do PVC reciclado no Brasil tem origem
no pós-consumo. O PVC está entre os três
plásticos mais produzidos no mundo e, ainda assim,
é o plástico que menos aparece no lixo urbano.
Isso porque 64% do PVC são usados em aplicações
de longa duração, com vida útil superior
a 15, como tubos e conexões, pisos, esquadrias, janelas,
entre outras, muitos dos produtos ultrapassando os 50 anos
de uso. Apenas 12% do PVC são destinados às
aplicações de curta vida útil, ou seja,
de 0 a 2 anos.
O restante - 24% - são aplicados em produtos de vida
útil entre 2 e 15 anos. Outro destaque da pesquisa
é o desmembramento dos tipos de PVC reciclados. Como
o PVC pode ser rígido ou flexível, a pesquisa
também desmembrou a taxa de 17% do PVC (rígido
+ flexível).
Para o PVC rígido a taxa ficou estável, saindo
de 9,1% em 2005 para 9,3% em 2007. Já o PVC flexível
variou mais intensamente, de 18,3% em 2005 para 19,6% em
2007. A razão dessa diferença está
diretamente relacionada com o ciclo de vida útil
do PVC. Como o PVC rígido está mais associado
a aplicações da construção civil,
ou seja, de longa vida útil, é natural que
estes produtos demorem a chegar como resíduos a uma
empresa recicladora.
Com o PVC flexível ocorre o processo inverso, já
que as aplicações desse PVC são mais
associadas ao curto e médio prazos de vida útil.
Assim, a pesquisa confirmou o esperado, que a reciclagem
de PVC flexível é maior que a do PVC rígido,
sendo que somados os dois tipos de PVC, a taxa total é
de 17%.
Devemos destacar, ainda que a média de reciclagem
mecânica de plásticos na União Européia
em 2007 foi de 18,3% A pesquisa sobre o índice de
reciclagem do PVC foi encomendada pelo Instituto do PVC
à Maxiquim, consultoria especializada no segmento
industrial e obedeceu a metodologia do IBGE. Além
disso, envolveu empresas de todo o Brasil.
A pesquisa em
números
| Indicadores |
2005 |
2007 |
Crescimento |
| Número de empresas |
90 |
136 |
41,1% |
| Faturamento |
R$ 94,7 mi |
R$ 124,4 mi |
30,3% |
| Empregos diretos |
1353 |
1365 |
1% |
| Capacidade instalada |
59,3 mil t |
69,3 mil t |
16,8% |
| Quantidade total reciclada (pós consumo + industrial) |
19.778 t (71,7% pós consumo |
25.122 t (86,3% pós consumo) |
32,3% |
| Ociosidade |
27% |
25% |
|
| Preço médio |
R$ 1955 / t |
R$ 2250 / t |
15,1% |
| Quantidade de PVC descartado |
103 mil t |
127 mil t |
23,3% |
| Taxa reciclagem PVC (rígido + flexível) |
13,7% |
17% |
--- |
| Taxa reciclagem PVC flexível |
18,3% |
19,6% |
--- |
| Taxa reciclagem PVC rígido |
9,1% |
9,3% |
--- |
Fonte:
Maxiquim
O
PVC é um plástico diferenciado. A principal
matéria-prima é o cloro obtido do sal
marinho (57%), recurso inesgotável na natureza. Os
43% restantes são obtidos a partir do eteno, derivado
do petróleo.
O Brasil já conta com outra fonte
de matéria-prima para o PVC. Trata-se do eteno obtido
a partir do etanol da cana-de-açúcar.
Sobre o Instituto do PVC
e o setor que representa
O Instituto do PVC representa a união de todos os
segmentos da cadeia produtiva do PVC, desde os fabricantes
de matéria-prima, até os recicladores. Seu
compromisso é o de orientar as empresas associadas
a adotarem posturas socialmente responsáveis, promovendo
o crescimento do mercado de PVC e difundindo suas características
técnico-científicas, ambientais e de reciclabilidade
para a sociedade, sempre adotando posturas éticas. Por
ser um dos plásticos mais versáteis no mundo,
o PVC está presente também em aplicações
de alto valor agregado, como equipamentos para área
médica (bolsas, cateteres, sondas), utensílios
para indústria automotiva, aplicações
para agricultura, etc.
As principais aplicações do
PVC Médico-hospitalar: embalagens para
medicamentos, bolsas de sangue, tubos para transfusão
e hemodiálise, artigos cirúrgicos, além
de pisos de salas onde é indispensável o alto
índice de higiene;
Janelas: oferecem
excelente resistência às mudanças de clima
e à passagem dos anos, mesmo em ambientes corrosivos
(por exemplo, beira-mar), em áreas rurais ou urbanas;
Pisos e revestimentos de
paredes: peças decorativas, resistentes e facilmente
laváveis;
Brinquedos e artigos infláveis:
bolas, bóias, colchões e barcos, etc.;
Artigos escolares: facilmente
moldados, têm grande variedade de aspectos (cor, brilho,
transparência) e baixo custo;
Embalagens: usadas para
acondicionar alimentos, protegendo-os contra umidade e bactérias.
Estas embalagens são impermeáveis ao oxigênio
e ao vapor, dispensando, assim, o uso de conservantes, preservando
o aroma;
Tecidos espalmados decorativos
e técnicos: usados principalmente para móveis,
vestuários, malas e bolsas;
Garrafas para água
mineral: leves e transparentes;
Estruturas de computadores:
assim como peças técnicas destinadas à
indústria eletrônica;
Automóveis: aplicado
a revestimento de interiores devido à sua facilidade
de moldagem e de manutenção;
Tubos e conexões:
utilizados na canalização de água (potável
ou não) e esgotos, pois são resistentes e facilmente
transportados e manipulados graças ao seu baixo peso.
No caso da água potável evita contaminações
externas e previne perdas por vazamento, devido à fácil
e eficiente soldagem entre os tubos e as conexões. Também
são muito utilizados em sistemas de irrigação,
de redes subterrâneas e de superfícies a tubulações
e filtros para poços profundos e minas, além
de redes de drenagem agrícolas e de estradas;
Mangueiras: são
flexíveis, transparentes e coloridas;
Laminados: utilizados para
embelezar e melhorar painéis de madeira e metal. Resistem
bem ao tempo, aos raios ultravioletas, à corrosão
e à abrasão;
Laminados impermeáveis:
utilizados em piscinas, túneis, tetos, etc e também
para a impermeabilização de aterros sanitários,
protegendo o solo e lençóis freáticos;
Frascos para acondicionar
cosméticos e produtos domésticos: por sua
impermeabilidade e resistência a produtos químicos
e ótima relação custo benefícios
na hora da troca de moldes, além de facilitar o design;
Móveis de jardim:
têm grande resistência às variações
climáticas e são de fácil manutenção;
Eletro-eletrônicos:
principalmente fios e cabos.
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02/10/2008
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