segunda-feira, 13 outubro, 2008 22:17
BS
Colway tem convite para reabrir nos Estados Unidos
|
|
| |
|
|
| |
ilustração/arquivo |
|
| |
 |
|
| |
|
|
Um ano após ser obrigada
a demitir 1,2 mil funcionários, fábrica de
pneus poderá gerar empregos no exterior
A BS Colway Pneus tem recebido
várias propostas para reabrir a indústria
de pneus, um ano depois da decisão do Supremo Tribunal
Federal que proibiu a importação de pneus
usados da União Européia para remoldagem.
Uma delas é para instalar
a empresa em Orlando, estado norte-americano da Flórida.
Outra possibilidade é uma joint-venture para implantação
de uma fábrica na China ou Vietnã, com uma
produção inicial de 200 mil pneus novos por
mês, que seriam exportados para o Brasil. Facilidades
como incentivos fiscais, também são oferecidas
por países vizinhos como Uruguai e Paraguai. No fim
do ano passado a BS foi obrigada a demitir os seus 1,2 mil
funcionários e desacelerar programas sociais que
beneficiavam mais de 7 mil crianças e jovens.
Com instalações
em Piraquara (PR), Região Metropolitana de Curitiba,
a empresa ainda aguarda uma resposta da Justiça e
espera retomar as atividades da fábrica no Brasil.
Em março, a BS Colway alegou falha processual e protocolou
pedido de embargo à proibição da importação
dos pneus usados.
No documento, a assessoria jurídica
da empresa aponta a omissão de um parecer técnico
do IBAMA no acórdão da liminar proibitiva,
apresentado como prova de que os pneus recolhidos pela BS
não prejudicam o meio ambiente quando são
reprocessados na Usina de Xisto da Petrobrás, em
São Mateus do Sul (PR). Assinado por três técnicos
do IBAMA do Paraná, o paracer diz “considerando
que o sistema de co-processamento dos pneus se dá
num sistema fechado, onde não há poluição
por emissão de gases e particulados, mas apenas emissão
de vapores de água (...) concluímos que os
pneus inservíveis encaminhados pela BS Colway Remoldagem
de Pneus Ltda. à Petrobrás estão tendo
destinação ambientalmente adequada”.
A resposta da Justiça Federal não tem data
para sair.
Enquanto isso, de acordo com
o presidente da BS Colway, Francisco Simeão, o maquinário
da fábrica permanece desmontado e recolhido em um
armazém. “Com a liminar expedida pela então
presidente do STF, Ellen Gracie, que proíbiu a importação
de pneus usados, não houve como manter a empresa
parada e gerando custos insuportáveis”, disse
Simeão. “Caso o STF reforme sua decisão,
fazendo justiça, a fábrica poderá voltar
a funcionar no Brasil. E, caso isso não ocorra, a
fábrica poderá ser implantada nos EUA, no
Uruguai ou no Paraguai, tendo em vista os inúmeros
convites recebidos e as vantagens oferecidas”, afirmou.
Para manter os cerca de 5 mil
empregos diretos nos pequenos e médios centros automotivos
que distribuíam os pneus BS Colway, a empresa passou
a importar pneus novos, a maior parte chineses, e deve alcançar
a marca dos 200 mil pneus importados ao mês, até
o fim de 2009. “Vamos garantir empregos industriais
na China em troca dos postos de trabalho eliminados em Piraquara”,
observou o presidente da BS.
A BS Colway continua coletando
e destruindo cinco pneus inservíveis para cada quatro
importados. “Nada mudou nas nossas ações
ambientais. A diferença é que o setor de remoldados
do Brasil se fragilizou com a falta da liderança
da BS Colway, forçando a todos ampliar suas importações
de pneus novos e demitir os empregados brasileiros”,
disse Simeão, que também é presidente
da ABIP - Associação Brasileira da Indústria
de Pneus Remoldados.
Fabio Riesemberg
| Enfoque
Leia também:
Descarte
inadequado de pneus velhos causa problema ambiental
No
dia mundial do meio ambiente, a Goóc se torna referência
Petrobras
reaproveita mais de 11 milhões de pneus em oito anos
Fabricantes
e importadores serão responsáveis por coleta e armazenagem de
pneus
BS
Colway tem convite para reabrir nos Estados Unidos
Destinação
adequada de pneus