WWF-Brasil
realiza expedição ao médio rio Negro
Conhecer a realidade da floresta e de suas populações
e colher informações e dados diretamente em
campo são atividades indispensáveis para o
trabalho de conservação da natureza. Para
isso, periodicamente o WWF-Brasil organiza expedições
a áreas consideradas prioritárias para a preservação
da floresta amazônica. Hoje uma equipe de 65 pessoas
parte de Manaus/AM, em direção ao médio
rio Negro, na Expedição Mariuá-Jauaperi,
que passará por duas regiões distintas: o
Arquipélago de Mariuá e a área prevista
para a Reserva Extrativista Baixo Rio Branco-Jauaperi. Essa
expedição deve terminar no dia 15 de novembro,
e será possível acompanhar diariamente todos
os passos no blog do WWF-Brasil, no site wwf.org.br.
Durante as duas primeiras semanas de expedição,
a equipe de técnicos e pesquisadores visitará
o Arquipélago de Mariuá, considerado o maior
arquipélago fluvial do mundo e um armazém
de diversidade biológica. O arquipélago é
um mosaico de ecossistemas de águas pretas que estão
entre os mais frágeis da Amazônia e incluem
rios, lagos, florestas inundadas, praias arenosas, campos
e pântanos. São mais de 1.400 ilhas, que apresentam
rica diversidade sociocultural, com cerca de 30 comunidades
de ribeirinhos e indígenas que dependem dos recursos
naturais para viver.
O WWF-Brasil e a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável
(SDS) do Amazonas sugeriram ao Ministério do Meio
Ambiente a inclusão do Arquipélago de Mariuá
na lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional,
de acordo com a Convenção de Zonas Úmidas
de Importância Internacional das Nações
Unidas. Esse acordo internacional, chamado de Convenção
Ramsar, em homenagem à cidade do Irã onde
foi assinada em 1971, tem como objetivo zelar pela conservação
e o uso racional de todas as zonas úmidas classificadas
por meio de ação local, regional e nacional.
Nas duas últimas semanas, a Expedição
Mariuá-Jauaperi vai visitar as comunidades que vivem
na área em que está prevista a criação
da Reserva Extrativista Rio Branco-Jauaperi. O objetivo
é reconhecer as demandas das populações
locais, além da importância ecológica
da região, para subsidiar as decisões de criação
ou não da unidade de conservação. A
Resex foi solicitada pelos comunitários em 2001,
os estudos de criação já foram realizados,
assim como as audiências públicas, mas a criação
efetiva da unidade está aguardando posicionamento
da Casa Civil da Presidência da República.
A demora decorre do interesse manifestado pelo Ministério
de Minas e Energias no potencial hidrelétrico do
rio Branco.
"Com toda a diversidade de temas ecológicos
e sociais presentes na região visitada, a expectativa
do WWF-Brasil é de que a Expedição
Mariuá-Jauaperi será uma grande contribuição
para a preservação do médio rio Negro,
região única pela complexidade ecológica
e rica biodiversidade", afirma a secretária-geral
da organização, Denise Hamú. Além
das informações diárias do blog, enviadas
pela repórter de campo, todos os dias serão
divulgadas fotos exclusivas sobre essa região ainda
pouco conhecida.
Parceiros
A expedição é realizada em parceria
com o Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Pesquisas
da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas
(Ufam), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (SDS-AM), Instituto Socioambiental (ISA)
e Fundação Vitória Amazônica
(FVA).
O WWF-Brasil é uma organização
não-governamental brasileira dedicada à conservação
da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana
com a conservação da biodiversidade e promover
o uso racional dos recursos naturais em benefício
dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.
O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília,
desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede
WWF, a maior rede independente de conservação
da natureza, com atuação em mais de 100 países
e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo
associados e voluntários.