Maior especialista
em água do mundo participa do Fórum de Água
das Américas, em Foz do Iguaçu
A abertura do V Encontro
Cultivando Água Boa e do Fórum de Águas
das Américas contará com a participação
da maior autoridade do mundo em conhecimentos sobre gestão
e aproveitamento de recursos hídricos e saneamento:
o francês Loïc Fauchon. Presidente do Conselho
Mundial da Água, Fauchon ocupará a mesa de
autoridades na abertura oficial dos dois eventos, no domingo
(dia 23), às 18h, no Hotel Rafain Palace, em Foz
do Iguaçu.
Além de Fauchon,
está confirmada a presença do ministro do
Meio Ambiente, Carlos Minc, do ministro do Meio Ambiente
da Turquia, Veysel Eroglu, do governador Roberto Requião,
do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas,
José Machado, e dos diretores-gerais brasileiro e
paraguaio de Itaipu, Jorge Samek e Carlos Quinto Mateo Balmeli,
entre outras autoridades.
Na segunda-feira, o
presidente do Conselho Mundial da Água participará
da sessão inaugural do Fórum de Águas
das Américas, ao lado dos ministros do Meio Ambiente
do Brasil e da Turquia e do diretor-presidente da Agência
Nacional de Águas. Ao final do fórum, na terça-feira,
sairá um documento com as propostas das Américas
para o Fórum Mundial de Águas, que será
realizado em março, na Turquia – é por
isso que o ministro de Meio Ambiente da Turquia, Veysel
Eroglu, participará do fórum.
O Conselho Mundial da
Água é um organismo internacional fundado
em 1996, com sede em Marselha, no sul da França.
Agrupa mais de 300 organizações de todo o
mundo, incluindo agências especializadas da ONU, instituições
financeiras, representantes de Estados, universidades, empresas
privadas e organizações da sociedade civil.
Crítico do atual
sistema de gestão dos recursos hídricos, Fauchon,
na última visita que fez ao Brasil, apresentou uma
comparação assustadora: "A ausência
ou insuficiência de água potável mata
dez vezes mais pessoas do que todos os conflitos armados
juntos". As razões para o agravamento desse
problema passam pelo aumento demográfico, o crescimento
das megacidades e as mudanças climáticas,
disse.
Entre as soluções,
ele apontou a necessidade de gerir melhor os recursos hídricos,
lembrando que, nos EUA, o consumo diário de água
por pessoa chega a 700 litros/dia; na Alemanha e França,
essa proporção cai para 200 litros/dia); estabelecer
uma cooperação internacional efetiva, no sentido
de evitar catástrofes relacionadas à água;
e financiar e investir em tecnologia para descobrir novas
fontes.
O V Encontro Cultivando
Água Boa e o Fórum de Águas das Américas
vão envolver mais de três mil pessoas, de domingo
até terça-feira, no auditório e em
salas do Hotel Rafain Palace. A participação
no V Encontro Cultivando Água Boa é aberta
ao público em geral, com oficinas sobre gestão
de bacias hidrográficas, agricultura sustentável,
cultivo de plantas medicinais, gestão de resíduos,
energias renováveis e edificações sustentáveis,
entre outras. Essa será também uma oportunidade
para os parceiros e participantes dos diversos projetos
socioambientais do Cultivando Água Boa avaliarem
os resultados do programa e estabelecerem novas metas.
Já o Fórum
de Águas das Américas é restrito a
convidados de mais de 30 países. O evento trará
profissionais ligados à gestão e política
de recursos hídricos de governos, sociedade civil
organizada, universidades e usuários de água.
O objetivo é promover uma plataforma de discussão
e, com base nisso, fazer um diagnóstico da situação
da política e gestão de recursos hídricos
no continente e traçar propostas de políticas
adequadas para fazer frente ao desafio das mudanças
globais, em particular da variabilidade e mudança
climática.
Durante o Fórum,
os participantes avaliarão o desenvolvimento e o
progresso que os países das quatro sub-regiões
(América do Norte, América Central, Caribe
e América do Sul) atingiram na última década
em termos de políticas de água. Documentos
orientadores, especialmente elaborados e previamente discutidos
nessas sub-regiões, serão apresentados e discutidos
pelos participantes em quatro sessões plenárias.
Essas discussões
contribuirão para o documento preliminar das Américas,
que será apresentado e discutido no segundo dia desse
Fórum. O encontro também servirá como
preparação para o Fórum Mundial da
Água, a ser realizado em março, na Turquia,
que reunirá os documentos elaborados nos demais continentes.
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a programação do Fórum