Minc formaliza
adesão do Brasil ao Centro de Saberes
O ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc, formalizou neste domingo a adesão do
Brasil ao Centro de Saberes e Cuidados da Bacia do Prata.
Com isso, o ministério poderá ajudar financeiramente
e fazer acordos técnico-científicos com o
Centro. A assinatura ocorreu durante a solenidade de abertura
do Fórum de Águas das Américas e do
5º Encontro Cultivando Água Boa, que acontecem
em Foz do Iguaçu, de 23 a 25 de novembro.
Dos cinco países
que formam o Bacia do Prata, somente os governos do Paraguai
e da Bolívia haviam formalizado a adesão ao
Centro. Segundo o secretário executivo brasileiro
do Centro de Saberes, Marcelo Alves de Sousa, a adesão
do Brasil abre as portas para que o Uruguai e a Argentina
façam o mesmo. “Esses países estavam
esperando o Brasil, como país anfitrião do
Centro, assinar o acordo para se manifestarem”, afirmou.
A assinatura do governo argentino pode acontecer na primeira
semana de dezembro, em um encontro em Brasília
O Centro de Saberes
é um espaço criado em 2007 pela Itaipu Binacional,
Fundação Parque Tecnológico Itaipu,
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma) e Comitê Intergovernamental Coordenador dos
Países da Bacia do Prata (CIC). O objetivo é
a difusão dos conhecimentos científico e tradicional,
para promover a sustentabilidade socioambiental na Bacia
do Prata.
Povos indígenas
A solenidade de domingo também foi marcada pela posse
dos representantes de povos indígenas no conselho
diretor do Centro de Saberes. Pelo Brasil, foi empossado
Kaka Werã Jecupé, da etnia tapuia; pela Argentina,
Rosalía Gutierrez, da etnia kolla.
Para Kaka, esse ato
representa a possibilidade de levar todo o conhecimento
milenar indígena para as discussões de sustentabilidade,
trabalhando em conjunto com o conhecimento científico.
“Seremos um veículo de transmissão da
sabedoria dos velhos em contribuição com o
desenvolvimento dos novos”, afirmou.
Ele disse ainda que,
apesar das inúmeras etnias nos cinco países
da Bacia do Prata (só no Brasil são 216),
esses povos têm algumas características em
comum, como a relação com a natureza. “Sempre
antes de fazer uso dos elementos da terra, nós pensamos
em sete gerações para a frente”, disse.
Pensar no desenvolvimento presente sem prejudicar as gerações
futuras é um passo importante para a sustentabilidade.