Cultivando
Água Boa se tranformou em movimento, diz Friedrich
Com mais
de 3.600 pessoas inscritas, evento consagra a metodologia
participativa adotada pelo programa socioambiental da Itaipu
Nelton
- explica o programa Água Boa para participantes
do Forum - Foto: Nilton Rolin/Itaipu
Binacional
O 5º Encontro
Cultivando Água Boa, que se encerrou nesta terça-feira
em Foz do Iguaçu, alcançou a participação
recorde de 3.600 pessoas, das quais boa parte participou
das discussões realizadas nas dez oficinas temáticas
do evento. O evento possibilitou uma avaliação
dos projetos abrigados no programa, além de estabelecer
novas metas e compromissos a serem cumpridos no próximo
ano. Na opinião do diretor de Coordenação
e Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrich, o envolvimento
das comunidades da Bacia do Paraná 3 no programa
vem transformando a iniciativa em um verdadeiro movimento.
“Conseguimos algo muito importante, que é reunir
quantidade e qualidade. Porque, além de alcançar
grande número de inscritos, tivemos muita qualidade
nas intervenções, sugestões e avaliações,
e também na participação de palestrantes
de alto nível. Tudo isso é de uma riqueza
muito grande, um movimento que atinge as comunidades e envolve
as pessoas, que sentem pertencer a esse processo”,
afirmou.
O diretor lembrou que, além dos resultados qualitativos,
o Cultivando Água Boa apresentou muitos resultados
mensuráveis, como 507 quilômetros de cercas
de proteção da mata ciliar implantadas, 350
quilômetros de estradas readequadas, 187 famílias
praticando agricultura orgânica, mais de 10 mil pessoas
envovidas em ações de educação
ambiental. “Tudo isso nos dá a certeza de quanto
nós estamos no caminho certo”, disse.
Outro ponto destacado
pelo diretor é que, pela primeira vez, o Cultivando
Água Boa aconteceu simultaneamente a um evento internacional,
do qual participaram representantes dos 37 países
das Américas. Do Fórum de Água das
Américas saíram as propostas para o Fórum
Mundial da Água, que será realizado em Istambul,
na Turquia, em março de 2009.
Para o diretor-geral
brasileiro, Jorge Samek, a escolha de Foz para sediar esse
evento se deu exatamente pela consistência dos programas
de cuidado com os recursos hídricos que estão
em prática na região. “Os resultados
são muito bons e mostram que é possível
compatibilizar esse grande binômio que todo mundo
cobra, que é gerar empregos, gerar renda, mas ao
mesmo tempo preservar o meio ambiente”, afirmou. “Hoje
nós não somos mais modelo apenas aqui para
a região do Oeste do Paraná ou para o país.
São 37 países vindo aqui trabalhar e compartilhar
da nossa experiência, o que nos deixa muito satisfeitos
e muito felizes”, concluiu.