Hora
do planeta gera onda de mobilização ao redor
do globo
terça-feira, 10 março, 2009 13:54
Mais de
930 cidades de 80 países, ao longo de 25 zonas com
fuso horário diferente, irão desligar as luzes
na Hora do Planeta 2009 - Ícones mundiais realçam
o espetáculo do escuro
Brasília, 10 de março de 2009. Precisamente
às 20h30 do dia 28 de março, horário
local, os geradores a diesel que fornecem energia às
ilhas Chatham, um pequeno arquipélago a leste da
Nova Zelândia, serão desligados anunciando
o início do maior ato simbólico que o mundo
já viu: a Hora do Planeta 2009.
Por ser o primeiro país a apagar as luzes, a Nova
Zelândia vai desempenhar um papel vital na jornada
da Hora do Planeta para alcançar 1 bilhão
de pessoas em mais de mil cidades, distribuídas em
25 fusos horários.
"A Nova Zelândia será o primeiro país
do mundo a desligar as luzes para a Hora do Planeta 2009,
com a participação de 43 parceiros locais.
Embora sejamos uma pequena nação, queremos
dar um exemplo importante”, destaca Dairne Poole,
do WWF-Nova Zelândia, responsável pela organização
da campanha naquele país.
Essa onda global também será expressiva na
região da Ásia-Pacífico, à medida
que grandes cidades como Sydney, Seul, Beijing, Hong Kong,
Kuala Lumpur, Manila, Cingapura, Bangkok, Jacarta, Mumbai
e Nova Delhi apagarem as luzes e demonstrarem sua preocupação
com o planeta.
Mundo afora, em cada uma das zonas do fuso horário;
das ruas da Cidade do Cabo até as colinas de Los
Angeles, pessoas de todas as classes e profissões
farão um apelo contra as mudanças climáticas.
Paris, a ‘Cidade-Luz’, fará uma manifestação
enérgica ao aderir à Hora do Planeta e apagar
as luzes inclusive da Torre Eiffel. Na Grécia, o
berço da democracia, milhares de atenienses estarão
reunidos para assistir o desligar das luzes na Acrópolis.
No Brasil, que participa da Hora do Planeta pela primeira
vez, o Cristo Redentor, principal cartão postal do
Rio de Janeiro será apagado junto com o Pão
de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de
Copacabana, que terá a segurança reforçada
pelas autoridades competentes.
Ainda no continente americano, metrópoles como Nova
Iorque, Buenos Aires, Toronto, Chicago, Cidade do México
e Las Vegas transmitirão a mensagem sob uma iluminação
não muito usual: a das estrelas.
Segundo o diretor-executivo da Hora do Planeta, Andy Ridley,
este evento sinaliza o início da jornada até
Copenhague, onde o futuro do planeta estará nas mãos
dos líderes mundiais.
“A Hora do Planeta concentrará a atenção
mundial na questão das mudanças climáticas.
Estamos recrutando 1 bilhão de pessoas a aderir ao
ato simbólico que é, essencialmente, um primeiro
ato simbólico pelo combate ao aquecimento global,
expresso no apagar das luzes durante uma hora”, disse
Ridley.
Ele afirma que “a Hora do Planeta quer mostrar aos
líderes mundiais que participam da Conferência
das Partes da Convenção-Quadro das Nações
Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague,
em dezembro deste ano, que a humanidade se preocupa com
o tema e quer a adoção de medidas efetivas
no acordo justo e eficiente que irá substituir o
Protocolo de Quioto”.
“É vital que tal acordo tenha um resultado
sustentável e trate de forma adequada a questão
do aquecimento global. A Hora do Planeta constitui uma oportunidade
para que cada indivíduo manifeste sua opinião
sobre o resultado a ser alcançado com esse acordo
mundial, garantindo, assim, que ele não seja apenas
um esforço simbólico e sem conteúdo
por parte das nossas lideranças mundiais”,
ressaltou Ridley.
A secretária-geral do WWF-Brasil, Desine Hamú,
afirma que o Brasil é um dos protagonistas neste
cenário internacional. “Sendo a 9ª maior
economia do planeta, o Brasil é uma potência
dentre os países emergentes e um líder nas
negociações internacionais sobre mudanças
climáticas. Devemos ser exemplo para um desenvolvimento
justo e sustentável”, afirma.
Apesar do gesto simbólico global ser de apagar as
luzes, no Brasil, a derrubada das florestas faz o nosso
país ocupar a 4ª posição no ranking
mundial de emissores de gases do efeito estufa. Hoje, o
desmatamento é responsável por cerca de 75%
de nossas emissões de CO2. Produtos como carne e
madeira são consumidos em sua grande parte pelo mercado
nacional.
“Portanto é fundamental que cada um faça
sua parte. Por ora, sugerimos que empresas, governos e cidadãos
dêem um primeiro passo ao aderir à Hora do
Planeta e mostrar o poder de mobilização da
sociedade brasileira”, convida Hamú.
Para ajudar nesta mobilização, inicia esta
semana a segunda fase da campanha Hora do Planeta, criada
pela agência DM9DDB, com veiculação
nacional nas mídias impressa e eletrônica.
Nas peças criadas, artistas, apresentadores e atletas
se engajam na luta contra o aquecimento global e convidam
todos a fazer o mesmo. Todos os envolvidos participaram
em caráter voluntário (pró-bono).
Cadastre-se e saiba como participar
na Hora do Planeta:
Site oficial: www.horadoplaneta.org.br
Atendimento: 0300 789 5652
Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não-governamental
brasileira dedicada à conservação da
natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana
com a conservação da biodiversidade e promover
o uso racional dos recursos naturais em benefício
dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.
O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília,
desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede
WWF, a maior rede independente de conservação
da natureza, com atuação em mais de 100 países
e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo
associados e voluntários.
Sobre a
Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour,
é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças
climáticas. No sábado, dia 28 de março
de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades
e governo são convidados a apagar suas luzes pelo
período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate
ao aquecimento global. Na primeira edição,
realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões
de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões
de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à
ação. Em 2009, a Hora do Planeta pretende
atingir 1 bilhão de pessoas em mil cidades.
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Luiz Pedrosa
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