quarta-feira, 9 fevereiro, 2011 22:36
11,7
toneladas de peixes soltos em 2010
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Arquivo
Cemig |
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Amostras
genéticas foram colhidas em alevinos para estudos
e pesquisas |
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Mais de meio milhão
de peixes, equivalente a uma biomassa de 11,7 toneladas,
foram soltos nas regiões do Sul de Minas, Triângulo,
Alto Paranaíba, Norte de Minas, Campo dos Vertentes
e Vale do Jequitinhonha, em ações de preservação
e educação ambiental.
A soltura, promovida
pela Companhia Energética de Minas Gerais –
Cemig, através do programa Peixe Vivo, aconteceu
em 65 peixamentos realizados em mais de 40 municípios
mineiros que fazem parte das bacias dos Rios Grande, Paranaíba,
Pardo e Jequitinhonha. A maior parte dos eventos teve a
participação de representantes das comunidades
locais, em um trabalho para sensibilizar a população
sobre a importância de preservar nossos ecossistemas.
A Estação Ambiental de Volta Grande, em Conceição
das Alagoas (Triângulo Mineiro), foi responsável
pela produção de 3,8 toneladas de peixes.
Já a Estação Ambiental de Itutinga
(Sul de Minas) forneceu o maior número de alevinos
para soltura no Alto Rio Grande: 342 mil. Dentre as espécies
produzidas em cativeiro, a curimba, o peixe mais capturado
por pescadores em rios mineiros, foi o destaque. Mais de
390 mil espécimes foram utilizados nas ações
de repovoamento, sendo 320 mil na bacia do Rio Grande.
A iniciativa também favorece a geração
de renda nessas regiões, pois parte da produção
é realizada em parceria com produtores rurais, que
recebem insumos, pós-larvas e assistência técnica.
Em contrapartida, a Cemig recebe metade da produção,
enquanto a outra metade é comercializada pelo próprio
produtor.
Temporada 2011
A temporada de peixamentos de 2011 começou no Norte
de Minas, dentro do Programa Peixe Vivo, criado para preservar
a ictiofauna nas bacias hidrográficas onde a Empresa
tem usinas. Foi realizado no dia 12 janeiro um evento na
Bacia do Rio Pardo, no município de Águas
Vermelhas, quando foram soltos mais de 10 mil alevinos da
espécie curimba.
Neste mês, começa a soltura de alevinos de
espécies nativas em outras bacias. Nessa quinta-feira
(10/2), a Cemig realiza um peixamento na praia do Rio Jequitinhonha,
na cidade de Jequitinhonha. A previsão é de
soltura de mais de 5 mil alevinos também de curimba.
Avaliação da Eficiência
Uma novidade do programa Peixe Vivo é o início
do projeto de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) Avaliação
da Eficiência de Peixamentos, uma parceria da Cemig
com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Basicamente,
o projeto consiste no monitoramento dos espécimes
soltos e também na extração de amostras
genéticas para formação de um banco
genético.
Dos 320 mil alevinos de curimba soltos na bacia do Rio Grande,
4 mil foram destinados a essa pesquisa. O monitoramento
é feito através de marcadores físicos,
chamados “marcadas codificadas”, que são
introduzidos nos alevinos antes da soltura. Os marcadores
permitem que os cientistas analisem o tempo de sobrevivência,
o crescimento e a reprodução dos espécimes
quando recapturados. Dessa forma, é possível
avaliar a eficiência das medidas de manejo e fazer
projeções para as posteriores solturas, identificando,
por exemplo, os melhores locais para sua realização.
O estudo tem obtido sucesso na extração, amplificação
e seqüenciamento de um dos marcadores genéticos.
Os resultados obtidos a partir do conjunto desses marcadores
permitirão ampliar a caracterização
genética das matrizes. O DNA extraído e identificado
ficará armazenado em um banco com intuito de conservar
informações diversas, incluindo o conhecimento
histórico da diversidade das matrizes utilizadas
na Estação de Volta Grande.
Ivan
Magela Rodrigues | Imprensa Cemig