segunda-feira, 16 janeiro, 2012 11:04
Centro
de reabilitação de peixe-boi completa quatro
anos de atividades
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Augusto
Rodrigues |
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Peixe-boi |
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O projeto Conservação
de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert),
desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, com o patrocínio
da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental comemora,
neste mês, quatro anos de atividades do Centro de
Reabilitação do Peixe-boi Amazônico,
o Centrinho.
O Centro de Reabilitação
funciona em uma estrutura flutuante no lago Amanã,
no município de Maraã (650 Km a oeste de Manaus)
e abriga sete peixes-boi em reabilitação.
Desde janeiro de 2008, o Centrinho
recebe filhotes órfãos de peixes-boi, apreendidos
em municípios da região do Médio Solimões,
no Amazonas, onde a caça para subsistência
ainda é uma ameaça à espécie.
Piti, o filhote que inaugurou
o Centinho, já está praticamente pronto para
ser devolvido à natureza. Em maio de 2007, agentes
ambientais apreenderam o filhote, que estava em poder de
um caçador na Reserva de Desenvolvimento Sustentável
Mamirauá. O peixe-boi apresentava arranhões
por todo o corpo e uma profunda ferida provocada por golpe
de arpão. Separado à força da mãe,
o quadro nutricional do pequeno peixe-boi também
era crítico.
O peixe-boi Piti, que ganhou
esse nome devido ao seu comportamento arredio, passou sete
meses recebendo cuidados intensivos em um curral no lago
Tefé que, devido ao trânsito intenso de embarcações,
não era o local adequado ao tratamento. A Reserva
de Desenvolvimento Sustentável Amanã, berçário
natural da espécie, apresentava-se como o melhor
local para a recuperação de Piti.
No coração do lago
Amanã, no município de Maraã, uma estrutura
flutuante foi montada para receber Piti. Em janeiro de 2008,
quando o Instituto Mamirauá foi credenciado pelo
Ibama como criatório conservacionista, Piti foi transferido
para a comunidade a Reserva Amanã. Era o início
do Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico
de Base Comunitária, o "Centrinho".
A rotina de trabalho no Centinho
é pesada. Logo cedo, os tratadores (moradores de
comunidades da Reserva Amanã) preparam o leite que
será dado aos animais e recolhem capim às
margens do lago. Alguns filhotes chegam a mamar cinco vezes
ao dia. Também diariamente é preciso trocar
a água e limpar três tanques de 4500 litros,
onde vivem quatro filhotes de peixe-boi. Uma vez por semana,
os tratadores registram o peso dos animais, tarefa que exige
muito esforço físico e muito cuidado para
que os animais não se machuquem e para que não
sofram muito estresse.
Conservação
Com o patrocínio Petrobras, o projeto Aquavert está
ampliando as instalações do Centrinho. Está
em fase de acabamento um novo curral, mais uma ferramenta
para auxiliar na reabilitação dos peixes-boi.
Em breve, dois dos quatro filhotes que ainda vivem em tanques
deverão ser transportados para o curral, que é
banhado pela água do lago Amanã.
"Esse curral vai permitir
que os filhotes tenham mais espaço e profundidade
para se locomover e se desenvolver. Eles também ficarão
em contato com a água do próprio lago, corrente,
e passarão a conviver com peixes, e talvez até
a manter contato com peixes-boi nativos que venham visitá-los.
Poderão também sentir a chuva, escutar os
sons diretamente do lago", diz a oceanógrafa
Miriam Marmontel, coordenadora do projeto Aquavert.
Nos próximos
meses será construído outro recinto, que funcionará
como um estágio final no processo de reabilitação
dos animais ao ambiente natural. O novo recinto será
mais amplo que os currais e possibilitará aos animais
um contato ainda mais próximo com as condições
do ambiente em que será solto. Sua localização
também será diferenciada, sendo posicionado
em local com reduzido trânsito de pessoas e embarcações,
distante dos demais recintos que compõem o Centrinho.
--
via Augusto Rodrigues
Conservação
de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert)
Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá
Estrada do Bexiga, 2584, bairro Fonte Boa, Cx. Postal38
CEP: 69470-000, Tefé (AM).
www.mamiraua.org.br/aquavert