Saúde alerta para importância da vacinação
contra rubéola
BELO HORIZONTE (03/09/08)
- A campanha de vacinação contra a rubéola
entra em sua fase final. Até 12 de setembro, a população,
de 12 a 39 anos, deve ser imunizada contra a doença,
o que, em Minas Gerais, significa vacinar cerca de 9,7 milhões
de pessoas. O Estado obtém, até o momento,
uma cobertura de 69,8%, de acordo com dados registrados
no site do Programa Nacional de Imunizações.
Segundo o subsecretário
de Vigilância em Saúde, Luiz Felipe Caram,
os números estão abaixo da expectativa. “Deveríamos
chegar até a próxima sexta-feira com algo
em torno de 85%. Precisamos de um grande esforço
e uma resposta maior da população para darmos
este salto neste espaço de tempo. A cobertura vacinal
da população estimada é fundamental
para que possamos cumprir o acordo internacional firmado
e erradicar a doença no país. E os mineiros
devem fazer a sua parte nesta tarefa”, avaliou.
Caram salienta que se
considerarmos alguns fatores de forma isolada, Minas está
com bons números, o que reforça a necessidade
de alguns setores da população aderirem mais
à campanha. “Em relação à
idade, observando apenas as pessoas de 12 a 19 anos –
imunizadas contra a vacina tríplice viral, que também
protege contra a caxumba e o sarampo – atingimos uma
cobertura de 84,6%, a maior entre os cinco estados que estão
vacinando esta faixa etária”, disse. Na população
de 20 a 39 anos, o índice é de 63,5%.
A participação
também é maior nas mulheres, “que estão
vencendo os homens por 75% a 64%”, disse o subsecretário
em relação à diferença de cobertura.
Luiz Felipe Caram ainda completou fazendo um apelo para
que os homens e as pessoas de 20 39 anos sigam o exemplo
das mulheres e dos mais jovens. “Procurem um posto
de vacinação, pois só assim vamos eliminar
os malefícios provocados pela rubéola, principalmente
a síndrome da rubéola congênita, que
pode trazer problemas de má formação
ao bebê, quando a gestante contrai a doença”,
alertou.
O Governo de Minas montou
alguns postos para dar apoio à campanha, como na
Praça da Liberdade, no PSIU da Praça Sete
e na sede da subsecretaria de Vigilância em Saúde,
na avenida Afonso Pena, no bairro Funcionários. “São
locais de grande circulação de pessoas. É
rápido, seguro e não dói. Assim, protegeremos
nossa saúde e a de milhões de crianças
das gerações futuras”.
Grandes cidades
Outro fator que pode
fazer a diferença para Minas atingir a sua meta na
campanha é mais participação de moradores
dos maiores municípios. “As cidades menores
e do interior têm cumprido ou estão próximos
de cumprir os números necessários. Precisamos
de uma resposta maior de quem mora nas grandes cidades”.
“É um esforço
coletivo que, certamente, vai surtir efeitos positivos.
Cada gestor de saúde deve fazer uma leitura local
e desenvolver ações conforme a sua realidade”,
complementou o presidente do Colegiado dos Secretários
Municipais de Saúde de Minas Gerais, Mauro Junqueira.
A doença
A rubéola é
uma doença infecciosa causada por vírus, que
acomete crianças e adultos, embora esteja entre aquelas
que os médicos denominam como próprias da
infância. Trata-se de doença comumente benigna,
mas pode se tornar grave, sobretudo quando contamina gestantes
não imunizadas no primeiro trimestre. Quando a rubéola
ocorre em mulheres grávidas, inúmeras complicações
podem ser acarretadas à mãe, como aborto,
e aos recém–nascidos, como as malformações
congênitas.
A rubéola é
transmitida através da inalação de
gotículas de secreção nasal de pessoas
contaminadas, que contêm o vírus. Também
pode se dar via transplacentária, no caso do feto,
a partir da mãe. Crianças nascidas com rubéola,
por contágio da mãe grávida (rubéola
congênita), podem permanecer fonte de contágio
por muitos meses. Após a contaminação,
levam-se em média 18 dias até haver o primeiro
sintoma (período de incubação).
Sintomas
A apresentação
inicial é, em geral, indistinguível de uma
gripe comum e dura de 7 a 10 dias. Aparecem sintomas de
febre, dores nos músculos e nas articulações,
prostração, dores de cabeça e corrimento
nasal transparente, até o surgimento das ínguas
e, posteriormente, manchas na pele, que duram três
dias e desaparecem sem deixar seqüelas. Estes dois
últimos sintomas são encontrados inicialmente
na face e no pescoço e disseminados pelo tronco e
membros.
Não há
tratamento específico antiviral. A vacina é
a única forma de prevenção contra a
doença. Somente as gestantes não podem ser
vacinadas e as mulheres imunizadas devem evitar a gestação
até o mês seguinte à vacinação.