Indústria mineira cresce no início do
segundo semestre
BELO HORIZONTE (04/09/08)
- A produção industrial mineira registrou
uma nova expansão ao acusar o crescimento de 1,8%
em julho em relação a junho. Na comparação
com julho do ano passado, a taxa evoluiu para 8,6% e, no
acumulado do ano, Minas Gerais cresceu 6,9%. Os dados constam
da pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), que acompanha o comportamento
da indústria brasileira, e foram divulgados nesta
quinta-feira (4).
Na comparação
com julho de 2007, a expansão de 8,6% resulta tanto
do bom desempenho obtido pela indústria de transformação
(8,6%) quanto da indústria extrativa (8,3%), esta
última alavancada pela extração de
minério de ferro para exportação.
Dez das doze atividades
pesquisadas pelo IBGE na indústria de transformação
apresentaram crescimento no comparativo. De acordo com o
IBGE, os segmentos que mais contribuíram para a expansão
foram os de veículos automotores (9,8%), em especial
na produção de automóveis, de metalurgia
básica (8,6%), que teve como destaques os lingotes,
blocos, tarugos e placas de aço, e o de alimentos
(8,1%), impulsionado pela indústria láctea,
sobretudo no itens leite condensado e iogurte.
A maior expansão
proporcional, no entanto, ocorreu na indústria de
fumo (21,3%). Outros segmentos tiveram crescimento destacado
foram os de máquinas e equipamentos (12,9%), minerais
não-metálicos (12,5%) e produtos químicos
(12,7%).
O ramo têxtil,
com retração de 8,9%, foi a principal influência
negativa, pressionado pela queda na produção
de tecidos de algodão e roupa de cama. O setor de
bebidas foi outro que registrou queda, embora mais leve,
reduzindo a produção na comparação
com o mesmo período em 1,7%.
Acumulado
No ano, Minas acumula
crescimento de 6,9%. Assim como no indicador mensal os dois
grandes ramos da indústria tiveram boa participação
no resultado. A indústria de transformação
registra aumento de 6,7% e indústria extrativa, de
7,8%.
Segundo a pesquisa,
na indústria de transformação, nove
das 12 atividades expandiram o volume de produção.
Os destaques foram veículos automotores (18,1%),
minerais não-metálicos (11,9%), puxado pelos
bons resultados das cimenteiras, e metalurgia básica
(3,8%), que, além de produtos de aço, teve
a contribuição do ferronióbio.
O setor têxtil
(-8,1%) permanece exercendo a maior contribuição
negativa sobre a média da indústria mineira
nesse tipo de comparação. Os segmentos de
bebidas registra decréscimo de 0,8% juntamente com
o de fumo, que apesar do bom resultado do mês, apresentou
retração de 1,3% no acumulado do ano.