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Segurança

Minas investe na modernização do Sistema de Defesa Social

Belo Horizonte (10/10/08) – Até o final de 2011, todo o sistema de radiocomunicação das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e unidades prisionais da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) deverá dispor de tecnologia digital. Na prática, isso significa uma resposta mais ágil no atendimento à população, mais segurança na transmissão de informações e maior possibilidade de operações bem-sucedidas. O anúncio oficial foi feito nesta sexta-feira (10) pelo secretário de Estado de Defesa Social, Maurício de Oliveira Campos Júnior, durante entrevista coletiva, em Belo Horizonte. A aquisição dos equipamentos e instalação terão um investimento de cerca de R$ 215 milhões, já previstos no orçamento do Estado.

A expectativa do diretor de Tecnologia e Sistemas da Polícia Militar, coronel José Anísio Moura, é que a primeira parte da verba – R$ 55 milhões – seja aplicada ainda este ano. A mudança de tecnologia inclui tanto rádios das viaturas quanto rádios portáteis, e será gradativa. A primeira parte do Estado beneficiada será a Região Metropolitana de Belo Horizonte, seguida pelas cidades de até 100 mil habitantes; na seqüência virão as cidades localizadas no chamado Cinturão de Segurança (que fazem fronteira com outros estados) e, por último, os municípios restantes. “Estamos na fase de aquisição de infra-estrutura, como torres, abrigos e geradores. A previsão é que o processo de licitação da empresa que executará o serviço seja concluído em julho de 2009 e, até o final de 2011, toda a transição do sistema analógico para o digital esteja concluída”, informou o coronel.

O secretário Campos Júnior ressaltou que a iniciativa é um marco importante da modernização do sistema de defesa social, na medida em que repercute diretamente na qualidade dos serviços prestados pelas corporações e, por tabela, na vida do cidadão comum. Ele lembrou também outras iniciativas que sinalizam essa preocupação com a atualização tecnológica. No âmbito da Secretaria de Defesa Social, informou que o edital para a licitação das tornozeleiras eletrônicas deverá ser publicado em breve e na seara da Polícia Civil, citou o edital para licitação do Afis (Automatic Fingerprint Identification Sistem), que trata da identificação de impressões digitais para emissão de carteiras de identidade, banco de dados criminais e investigação policial. “A idéia é que os parceiros possam usufruir dos benefícios que essa modernização pode trazer”, disse ele, atribuindo a queda nos índices de criminalidade a investimentos como estes.

Entre as vantagens do novo sistema, o coronel Moura citou o aumento da segurança das comunicações via rádio, o aumento da área de cobertura, capacidade de funcionar como telefonia, melhoria da qualidade do áudio, viabilização de uma estrutura mínima para dados em alta velocidade (inicialmente na RMBH) e localização automática das viaturas (GPS). Na primeira fase de implantação a área a ser coberta será de 13.128 quilômetros quadrados, atendendo a 40 municípios num total de mais de 5 milhões de habitantes.

Atualmente, a Polícia Militar dispõe de 12 mil rádios analógicos e, até o final do processo, deverá ter 20 mil rádios digitais. Outros seis mil aparelhos serão adquiridos para uso do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e sistema prisional. “Prevemos contratar, em todo o Estado, 479 torres (estações de transmissão) para 500 sistemas de rádios de microondas. Acho que o Estado dá um salto de qualidade imensurável, porque sem comunicação não se faz segurança pública e os investimentos em segurança pública melhoram a qualidade da resposta policial e dos demais órgãos”.

O secretário de Defesa Social ressaltou ainda que o novo sistema dará mais segurança às comunicações policiais, por ser encriptado. Na prática, isso significa a possibilidade de mudança de código de segurança de hora em hora. Além disso, o radiocomunicador digital é troncalizado, ou seja, possui a capacidade de criar, dentro de uma faixa de freqüência disponível, uma que esteja livre. Não há necessidade de esperar uma pessoa terminar de falar para enviar a sua mensagem. “Esta tecnologia não permite uma interceptação indevida, tornando menos vulnerável o sistema de defesa social,” frisou.


13/10/2008
Agência Minas
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