Emprego
na indústria mineira cresce acima da média
Belo Horizonte (10/10/08) – As indústrias
instaladas em Minas Gerais registraram, em agosto, resultados
superiores aos da média nacional na Pesquisa Industrial
Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta
sexta-feira (10). Em dois dos indicadores avaliados pelo
órgão – pessoal ocupado assalariado
e número de horas pagas –, as indústrias
mineiras tiveram os melhores desempenhos do país
tanto no comparativo com o mesmo mês do ano passado
quanto no acumulado do ano. No terceiro indicador, a folha
de pagamento real, Minas aparece em segundo lugar.
Na comparação
com agosto do ano passado, o pessoal ocupado assalariado
na indústria mineira cresceu 6,3%, bem acima do dobro
da média conquistada pela média brasileira
de 2,5%. Os destaques ficaram por conta da indústria
do fumo (15,3%), máquinas e equipamentos (13,8%),
meios de transporte (12,7%) e alimentos e bebidas (12%).
No acumulado do ano,
Minas registrou crescimento de 4,5%, contra 2,8% do Brasil.
Os melhores resultados no Estado foram obtidos pelo setor
de aparelhos eletrônicos, de precisão e de
comunicação (18,6%), fumo (17%) e meios de
transporte (15,5%).
Horas pagas
O número de horas
pagas em Minas em agosto foi praticamente o triplo do registrado
pelo Brasil. Enquanto no Estado o indicador apresentou expansão
de 6,3%, o país ficou com 2,1%. De acordo com o IBGE,
os destaques da indústria mineira neste indicador
foram os segmentos de alimentos e bebidas (10,3%) e meios
de transporte (15,4%). No acumulado do ano, Minas registrou
acréscimo de 5% frente igual período de 2007.
Já a média brasileira foi de 2,7%.
Folha de pagamento
A indústria mineira
registrou expansão de dois dígitos no indicador
que avalia a folha de pagamento real na comparação
com agosto do ano passado. Foram 12,1% contra 6,4% do país.
Os destaques foram os setores de minerais não-metálicos
(40,9%), borracha e plástico (21,9%) e refino de
petróleo e álcool (21,4%).
No ano, a expansão
acumulada foi de 9,1%. A média brasileira foi de
6,6%. Os setores onde o indicador mais cresceu foram os
de refino de petróleo e álcool (35,6%), fumo
(32%) e máquinas e aparelhos eletrônicos, de
precisão e de comunicação (29,1%).