Programa Queijo
Minas Artesanal cadastra 30 queijarias em 2008

Programa:
controle sanitário no processo de produção
garante segurança alimentar - Foto: Arquivo IMA
Belo Horizonte (17/10/08)
- Dados da Gerência de Certificação
do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) indicam
que, de janeiro até setembro deste ano, 30 queijarias
se cadastraram no Programa Queijo Minas Artesanal. Dessas,
10 estão na região do Cerrado, seis na Canastra
e 14 no Serro.
Em 2006 havia 17 queijarias
cadastradas no IMA; em 2007, esse número cresceu
para 57. Atualmente são 87 cadastradas e a expectativa
é que até o fim do ano esse número
chegue a 100, face a um maior interesse dos produtores rurais.
O Programa é
executado pela Empresa de Assistência Técnica
e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater),
em parceria com o IMA. O objetivo é garantir a segurança
alimentar, através do controle sanitário no
processo de produção, incentivar e fortalecer
a organização dos produtores, cadastrar os
produtores e definir a cadeia produtiva.
Estudos históricos,
de condições de solo e clima identificaram
as regiões tradicionalmente produtoras do Queijo
Minas Artesanal (feito a partir de leite cru, não
pasteurizado), que são as regiões do Serro,
Canastra, Araxá e Cerrado (Alto Paranaíba),
totalizando 46 municípios.
Para se inscrever no
Programa o produtor deve pertencer a um dos municípios
dessas regiões, conforme determina a Lei Estadual
14.185/02. Caso ele atenda a esse requisito, deve procurar
a unidade do IMA ou Emater mais próxima para dar
início ao processo de cadastramento.
A próxima etapa
é cumprir uma série de exigências higiênico-sanitárias.
A Emater capacita os produtores rurais, orienta sobre as
adaptações do espaço físico
da queijaria e sobre as boas práticas e higiene.
O IMA checa se as determinações
previstas na Lei 14.185/02, nos Decretos 42.645/02 e 44.864/08
e 42.645/02 e na Portaria 818/06, estão sendo cumpridas.
Alguns dos pré-requisitos analisados são a
boa qualidade da água a ser utilizada na produção
do queijo, que deve ser potável e clorada, a infra-estrutura
da queijaria, que deve ser azulejada e limpa, além
de ter proteção contra insetos. Também
são checados os currais e salas de ordenha, que devem
ser cimentados e ter fonte de água própria
para higienização.
As condições
de saúde do rebanho do qual provém o leite
usado na produção também estão
definidas na legislação. Para ser cadastrado,
o produtor precisa apresentar documentos como nota fiscal
de vacinação do rebanho contra raiva, cópia
do cartão de controle sanitário, atestado
de vacinação contra brucelose, atestado negativo
de teste contra brucelose e tuberculose e as condições
de saúde dos funcionários que participam da
produção do queijo.
Cabe ao IMA auditar
todas as etapas do processo e, por fim, emitir um laudo
técnico que aprove toda a fabricação
dos queijos, deixando o produtor apto a ser cadastrado.
O processo de cadastramento leva um ano, em média.
Comercialização
A Secretaria Municipal
de Saúde de Belo Horizonte vai publicar, em breve,
uma Portaria que regulamentará a comercialização
do Queijo Minas Artesanal cadastrado no IMA nos estabelecimentos
supermercadistas, distribuidoras de queijo e congêneres.
A iniciativa promoverá o escoamento do produto e
um aumento da demanda, sendo mais um estímulo para
os produtores se adequarem às normas sanitárias
e se cadastrarem no Instituto.
Somente produtores cadastrados
podem comercializar seus produtos. Fora dessas condições,
os produtos são irregulares.