Melhores cafés
de Minas ganham leilão especial nesta terça-feira

A safra de Café de Minas corresponde a um pouco mais
da metade da safra do Brasil / Foto: Divulgação
BELO
HORIZONTE (27/10/08) - O secretário de Estado de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais,
Gilman Viana Rodrigues, participa nesta terça-feira
(28) do encerramento do Concurso de Qualidade dos Cafés
de Minas Gerais, no Centro de Convenções da
Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Sul de Minas.
Durante o evento, os melhores cafés do Estado serão
oferecidos em leilão com um ágio de R$ 100
por saca, valor acrescentado à cotação
do dia para formar o lance inicial de venda dos lotes escolhidos.
Para
o secretário, “o leilão especial corresponde
aos objetivos do concurso, que tem por meta a valorização
da qualidade, conforme o seu nome indica, e isso deve ser
traduzido em preço.” Ele acrescenta que “a
presença dos compradores garante o sentido comercial
do concurso como um todo, que se encerra com a prática
do leilão”.
Durante
o concurso, foram selecionados cinco lotes de café
natural e cinco de cereja descascado, cada categoria com
cinco finalistas. De acordo com o assessor para Café
da Secretaria da Agricultura, Wilson Lasmar, inscreveram-se
neste ano 1.500 produtores das quatro regiões de
café do Estado: Matas de Minas, Sul de Minas, Chapadas
de Minas e Cerrado.
Além
da venda em leilão dos dez lotes para representantes
das empresas compradoras de café do Brasil e do exterior,
haverá outros prêmios. Os produtores que tiveram
seu lote colocado em primeiro lugar, em cada categoria,
receberão ainda uma moto de 125 cilindradas. Para
o segundo lugar, a premiação é de um
computador portátil, e os classificados em terceiro,
quarto e quinto lugares de cada categoria receberão
uma TV de 29 polegadas. Todos vão ganhar também
com uma placa com a sua classificação no concurso.
O Concurso
de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais é realizado
anualmente sob a coordenação da Emater-MG,
vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura,
Pecuária e Abastecimento ( Seapa). Participam do
programa a Epamig e o IMA, também vinculados à
secretaria, além dos Centros de Excelência
do Café, Pólo de Excelência do Café
e Escola Agrotécnica Federal de Machado. Wilson Lasmar
informa que os participantes, em sua maioria, são
agricultores familiares, mas inscreveram-se produtores de
todas as categorias. “O concurso atendeu aos seus
objetivos, inclusive ao mostrar a todos os agricultores
que podem produzir café de altíssima qualidade”,
enfatiza.
Aspecto
educativo
Conforme
explica o gerente da Unidade Regional (Uregi) da Emater-MG
em Passos (Sul de Minas) e coordenador do concurso, Marcos
Fabri Júnior, os objetivos principais são
divulgar os cafés de Minas, valorizá-los por
meio do leilão dos melhores e agregar qualidade ao
produto. “Estamos enfatizando o aspecto educativo
do programa para que todos busquem a excelência da
produção”, assinala. “Os produtores
que enviaram amostras vão receber, depois do encerramento
do concurso, um resumo da avaliação feita
pelos especialistas em classificação e degustação
de café. Técnicos da Emater-MG indicarão
também a cada produtor as práticas para melhorar
a qualidade do produto.”
O coordenador
destaca que “este trabalho complementar mostra a importância
de se fazer algo mais ao que premiar os bons, pois é
preciso dar informações para que os demais
participantes melhorem sua produção. Fabri
assinala que “Minas é o maior produtor de café
do Brasil e quer ser também o melhor”. Ele
observa ainda que a conquista de novos mercados para o café
é muito importante, mas é necessário
fortalecer o consumo interno, que é o maior do mundo,
na casa dos 18 milhões de sacos por ano. “Quando
oferecermos cafés finos para o consumidor brasileiro,
esse contingente aumentará”, finaliza.
Produção
forte
A safra
de Café de Minas corresponde a um pouco mais da metade
da safra do Brasil, que é estimada pelo IBGE em 2,8
milhões de toneladas. Os dados apurados pela Superintendência
de Política e Economia Agrícola da Seapa mostram
que a produção estadual, neste ano, está
estimada em 1,4 milhão de toneladas, na comparação
com a safra anterior, que foi de 987,1 mil toneladas, ou
aumento de 44,6%. Já o rendimento estimado para este
ano é de 1,4 tonelada de café por hectare,
na comparação com os 932 quilos por hectare
registrados na safra anterior.