Farmácias
de manipulação se unem para competir
Empresários criam Central de Negócios para
diminuir custos e fortalecer o setor
Central de Negócios amplia as oportunidades
de farmácias de manipulação no sul
de Minas competirem com grandes indústrias e redes
farmacêuticas. Com a ajuda do Sebrae-MG, os empresários
reduzem gastos e já pensam na criação
de produtos com marca própria. Este e outros casos
de sucesso de micro e pequenas empresas que se uniram para
se tornarem mais competitivas serão apresentadas
durante o II Encontro Mineiro de Centrais de Negócios,
realizado nesta quinta-feira (27/11), em Belo Horizonte.
De concorrentes, as farmácias de manipulação
de Varginha e de 13 cidades da região se tornaram
parceiras. Da união foi criada a Central de Negócios
Farmasul. Em apenas dois anos, o grupo formado por 33 farmácias
aumentou o poder de compra e conseguiu reduzir o custo de
embalagens e matérias-primas em até 20%.
Entre as vantagens da Central de Negócios está
a capacitação dos funcionários, a expansão
da carteira de clientes e a criação de produtos
personalizados. Periodicamente, os empresários se
reúnem para discutir a legislação do
setor e trocar experiências. Para evitar perdas de
matérias-primas, devido ao prazo de validade, os
participantes trocam produtos entre si. "Trabalhamos
em conjunto desde cotação de preços
até troca de informações sobre clientes.
Somos pequenos, mas juntos somos mais fortes", explica
o empresário Célio Faria, da empresa Botica
Floral.
A partir de 2009, a Farmasul irá comercializar produtos
exclusivos com marca própria. Também será
colocado em prática um plano de marketing para intensificar
a divulgação dos produtos e serviços
prestados pela Central de Negócios. "Iremos
padronizar os produtos e apresentá-los para médicos
e clientes", conta Elisabeth Bomtempo, da Vitacorpus.
O Sebrae-MG apoia o grupo desde 2007. Neste período
um consultor orienta os empresários sobre gestão,
empreendedorismo e cooperação, e ainda monitora
os avanços do grupo. "Sozinho você é
pequeno, mas em grupo acaba sendo representativo. Torna-se
mais competitivo e profissional", diz o técnico
do Sebrae-MG em Varginha, Juliano Cornélio.
Crescimento
Apesar de ser nova no Brasil, as Centrais de Negócios
vêm ganhando adeptos em tempos de concorrência
acirrada. Em 2005 eram 257 centrais, hoje este número
já ultrapassa 586 grupos, e já representa
cerca de 4% do Produto Interno Bruto do Brasil. Em Minas
Gerais existem mais de 24 centrais de negócios de
vários segmentos da indústria, comércio,
agronegócio e artesanato.
II Encontro Mineiro de Centrais de Negócios
27 de novembro, às 8h30
Av. Barbacena, 288
Barro Preto
Belo Horizonte/MG