Seds
lança Disque Denúncia e Alvará Eletrônico
no interior de Minas
segunda-feira, 27 abril, 2009 20:15
A Secretaria de Estado de Defesa
Social (Seds) lançou nesta segunda-feira (27) em
Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro,
o Disque Denúncia Unificado 181 (DDU) e, em parceria
com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG),
o alvará de soltura eletrônico. Ambos os municípios
foram os primeiros do interior do Estado a contar com esses
serviços.
O DDU é uma central telefônica que recebe informações
e denúncias sobre crimes e violência durante
24 horas, todos os dias, por meio de ligações
gratuitas para o número 181. O sistema, além
de garantir anonimato total a quem fornece informações,
permite também ao cidadão acompanhar o andamento
da denúncia por meio de uma senha fornecida na hora
do atendimento. Já o alvará eletrônico,
uma criação do TJMG em parceria com a Seds,
é pioneiro no país e possibilita a soltura
de presos de forma rápida e segura.
“A expansão para o interior se deve ao sucesso
dos dois serviços na capital e Região Metropolitana”,
afirmou a superintendente de Integração da
Seds, Geórgia Ribeiro. Durante o lançamento,
a superintendente apresentou às autoridades presentes
um balanço dos 18 meses de funcionamento do Disque
Denúncia em Belo Horizonte e nos 33 municípios
da RMBH. Foram cerca de um milhão de chamadas registradas
e 66 mil denúncias recebidas.
Para o titular da Delegacia Regional de Uberaba, delegado
José Paulino, o serviço será um grande
aliado da Polícia Civil. “Estou confiante de
que a população fará uso dessa ferramenta,
principalmente porque há a garantia do anonimato”,
afirmou.
“O objetivo é abrir um canal de comunicação
com a população para que ela possa contribuir
com o trabalho das forças policiais”, completou
Maurílio Pedrosa, diretor executivo do Instituto
Minas Pela Paz (IMPP), parceiro da Seds na implantação
do DDU.
A central de atendimento unificada é formada por
profissionais treinados e capacitados para atender a população.
Cada denúncia registrada é encaminhada para
uma equipe de analistas compostas por integrantes das Polícias
Civil, Militar e Corpo de Bombeiros. A partir daí,
as corporações adotam as providências
necessárias para resolver o caso. Através
da senha fornecida no atendimento é possível
obter informações sobre o andamento das investigações.
As denúncias encaminhadas pelo 181 até agora
resultaram em 241 inquéritos e ocorrências,
4.141 pessoas encaminhadas, presas e/ou recapturadas e apreensão
de 18.743 munições, 2,09 toneladas de drogas,
934 armas de fogo, entre elas dez submetralhadoras e um
fuzil. Também foram apreendidas 2.386 máquinas
caça-níqueis, 277 veículos, 1.191 animais
silvestres e 113.423 cds e DVDs pirateados. A capital é
a primeira na lista de cidades que mais geraram denúncias,
seguida por Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e
Santa Luzia.
Em Uberlândia, os lançamentos aconteceram na
sede da 9a. RISP, no bairro Jardim Patrícia, com
a presença do chefe-adjunto da Polícia Civil,
Jairo Lélis; do comandante geral dos bombeiros, Gilvan
Almeida de Sá; do defensor público- geral
Belmar Azze Ramos; do presidente do TJMG, desembargador
Sérgio Rezende e da secretária-adjunta de
defesa social, Soraia Ghader.
O comandante Geral da Polícia Civil, coronel Renato
Vieira de Souza, lembrou que a cidade já figurou
como a mais violenta de Minas Gerais, mas com os esforços
integrados dos órgãos do Sistema de Defesa
Social, da Justiça e da comunidade houve uma reversão
paulatina dos índices de criminalidade. “Hoje,
estes indicadores já se encontram num patamar razoável
graças à união de forças contra
a chaga do crime e da violência”, disse o coronel.
Geórgia Ribeiro ressaltou que na filosofia do DDU,
a segurança pública é tida como responsabilidade
de todos. A população é parceira.
Alvará de Soltura
Durante a solenidade em Uberaba, o presidente do TJMG, desembargador
Sérgio Resende, falou sobre as vantagens do alvará
eletrônico. “Antes não se sabia quanto
demoraria entre a liberação do juiz e a liberdade
efetiva do detento e, além de redução
do tempo, o método é seguro porque utilizam-se
de mecanismos como a assinatura digital e a criptografia”,
afirmou Resende referindo-se à técnica que
transforma o conteúdo original da mensagem para outro
ilegível de maneira que possa ser conhecido apenas
por seu destinatário.
O diretor do Foro da Comarca de Uberaba, juiz Sidnei Ponce,
acredita que a nova ferramenta dará mais eficiência
aos serviços do Judiciário. “Minas novamente
é pioneira e acompanha o dinamismo social que exige
do Judiciário cada vez mais agilidade e eficácia”,
afirmou.
Para o subsecretário de administração
prisional da Seds, Genílson Ribeiro Zeferino, a forma
eletrônica do alvará serve de auxílio
a um problema enfrentado pelo Sistema de Defesa Social:
a lotação de presídios e penitenciárias.
“Quanto mais rápido liberarmos um detento,
mais vagas serão abertas”, ressaltou Zeferino.
Agência
Minas