Minas investe
na proteção e fiscalização de
Mata Atlântica
terça-feira,
26 maio, 2009 19:37
Em relação
aos dados divulgados pela Fundação SOS Mata
Atlântica, o Instituto Estadual de Florestas (IEF)
esclarece que Minas Gerais é o estado que possui
a maior área remanescente de Mata Atlântica
do país. São 2.637.150 hectares do bioma,
101.296 mil hectares a mais do que o estado de São
Paulo, que tem 2.535.854 hectares, a segunda maior área.
O IEF informa que de acordo com dados da SOS divulgados
na segunda-feira (25), entre 1995 e 2000 foram desmatados
121.061 hectares de Mata Atlântica, entre 2000 e 2005,
o desmatamento do bioma em Minas Gerais caiu para 41.349
hectares. No período de 2005-2008, o desmatamento
registrado foi de 32.728 hectares.No entanto, no cálculo
do desmatamento realizado pela SOS Mata Atlântica,
Minas é o terceiro colocado quando considerado o
percentual de desmatamento de 1,23%, ficando atrás
de outros estados, como Goiás e Bahia. O percentual
revela estabilidade, conforme tabela abaixo.
O IEF esclarece que a pressão exercida nas florestas
nativas em decorrência da expansão agropecuária
e do consumo ilegal de carvão vegetal estão
entre os principais responsáveis pelos números
divulgados.
Evolução do Desmatamento do Bioma
Mata Atlântica em Minas Gerais

Nova legislação
Um Projeto de Lei de autoria do Executivo que visa, primordialmente,
a criação de mecanismos para eliminar a supressão
de madeira nativa no Estado, está tramitando na Assembléia
Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O PL 2771/2008 elimina
o dispositivo da Lei 14.309/2002, atualmente em vigor, que
permite às indústrias consumidoras de matéria-prima
florestal suprir a totalidade de suas necessidades com produtos
provenientes de florestas nativas, desde que cumpram as
exigências de reposição florestal que
prevê o pagamento em dobro do que foi consumido.
De acordo com a nova proposta, as empresas precisarão
reduzir gradualmente o consumo de produtos e subprodutos
florestais até atingir o máximo de 5% em 2017.
Outra modificação é a implantação
de um sistema eletrônico de rastreamento do transporte
de produtos e subprodutos florestais no Estado, permitindo
o controle eficiente dos pontos de carga e descarga em Minas
Gerais.
O IEF destaca que para reduzir o desmatamento vem atuando
em duas frentes: Atividades de fiscalização
e recuperação de áreas degradadas no
processo histórico de ocupação. Por
meio do Projeto Estruturador Conservação do
Cerrado e Recuperação da Mata Atlântica,
o Estado está investindo em 2009 cerca de R$ 15 milhões.
Desse total, cerca de 60% é voltado, exclusivamente,
para áreas de Mata Atlântica.
O trabalho de fiscalização também recebeu
aportes para o fortalecimento das atividades. De 2003 até
2009 foram aplicados R$ 98 milhões no monitoramento
e fiscalização.
Ampliação do Promata
Desde 2003, investimentos nas áreas de fiscalização
e em programas de proteção e recuperação
da vegetação nativa vêm sendo desenvolvidos
em todo o Estado. Por meio do Projeto de Proteção
da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata/MG), o
IEF garantiu incentivos financeiros da ordem de R$ 884 mil
a 263 produtores rurais, para que eles trabalhassem a recomposição
de áreas degradadas e a regeneração
da cobertura vegetal. O resultado foi a recuperação
de cerca de 4 mil hectares de Mata Atlântica.
O Projeto de Proteção da Mata Atlântica
de Minas Gerais (Promata), coordenado pela Secretaria de
Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
(Semad) e executado pelo Instituto Estadual de Florestas
(IEF), irá investir 15,8 milhões de euros,
o equivalente a 48 milhões reais, de 2009 a 2012
na proteção do bioma. Os recursos estão
previstos na segunda fase do Projeto. O acordo já
foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos
do Ministério do Planejamento e será encaminhado
para aprovação no Senado Nacional.
Na Fase II do projeto, a área de abrangência
passará de 140.000 km2 para 223.000 km2, um aumento
de mais de 50%. A nova área vai da divisa de São
Paulo à divisa com a Bahia.
O Promata resulta de um acordo de Cooperação
Financeira Brasil-Alemanha, através do Ministério
Federal da Cooperação Econômica e do
Desenvolvimento (BMZ) e do KfW Entwicklungsbank (Banco Alemão
de Desenvolvimento). Para a realização da
primeira fase, iniciada em 2003 e concluída em 2007,
o Promata recebeu uma doação de 7,7 milhões
de euros do Governo Alemão, com aplicação
de outros 7,3 milhões de euros como contrapartida,
por parte do Governo de Minas, aplicados pela Semad e pelo
IEF.
Agência
Minas