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Minas Gerais
 
 
 
 
 
Flávia Costa
 
   
  Secretário-adjunto da Sedese, Juliano Fisicaro Borges, durante pronunciamento no Seminário  

Municípios elaboram planos para erradicar trabalho infantil

terça-feira, 30 junho, 2009 20:07

As ações de combate ao trabalho infantil de Minas Gerais servem de modelo para o país. Essa é a opinião do coordenador do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, manifestada nesta terça-feira (30), durante o II Seminário sobre Trabalho Infantil, realizado em Belo Horizonte. O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) e PUC Minas.

“Realizar um ato político como esse, reconhecer o problema e enfrentá-lo como Minas faz causa um grande impacto em todo país”, ressaltou Renato Mendes, durante a abertura do encontro. Cerca de 300 representantes de municípios mineiros participaram do seminário que teve o objetivo de mobilizar profissionais e educadores municipais que trabalham com a garantia dos direitos da criança e do adolescente a elaborarem seus planos municipais para a erradicação do trabalho infantil e, também, discutir a articulação das políticas públicas que garantam o bem-estar deste segmento.

No dia 10 de junho deste ano, o Governo de Minas lançou o Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador. O plano foi desenvolvido com base em uma pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro (FJP) em 21 municípios mineiros que registravam altos índices de crianças trabalhando. O plano prevê, sobretudo, ações de articulação, mobilização e prevenção para reduzir o índice do trabalho infantil em Minas Gerais.

Para o secretário-adjunto da Sedese, Juliano Fisicaro Borges, o primeiro passo é mudar a cultura de que trabalhar é bom para o desenvolvimento da criança. “Já está comprovado que quanto mais cedo a criança começa a trabalhar, menos tempo ela fica na escola e menor será a sua remuneração”. Ele também destacou que é preciso fortalecer as ações de proteção às crianças, para que elas permaneçam na escola e tenham a possibilidade de um futuro melhor.

Durante o encontro, foi lançada a cartilha “Saberes da Gestão – O Trabalho Socioeducativo com Crianças e Adolescentes”, fruto da parceria entre a Sedese e a PUC Minas. Para a coordenadora Especial de Política Pró-Criança e Adolescente e presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Fernanda Martins, o livro veio no momento certo. “A cartilha é um instrumento para qualificar e orientar o trabalho desses gestores. Queremos que eles voltem animados para suas cidades, criem planos municipais e, assim, reduzir o trabalho infantil em todo o Estado”.

Agência Minas

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