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quarta-feira, 15 julho, 2009 19:40 - VALE DO JEQUITINHONHA

Projeto para produção de queijo

 
 
  José Geraldo Lisboa  
   
  Queijo Cabacinha produzido no Vale do Jequitinhonha  
     

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) lança os Projetos de Melhoria de Qualidade do Queijo Cabacinha e da Farinha do Vale do Jequitinhonha, nesta sexta-feira (17), em Pedra Azul, e no sábado (18), em Almenara.

A iniciativa faz parte das ações do Agregaminas, programa estruturador da Emater-MG. A proposta consiste em agregar valor aos produtos da agricultura familiar, por meio de práticas de produção corretas, garantia de qualidade e origem dos produtos.

O Projeto de Melhoria de Qualidade do Queijo Cabacinha pretende viabilizar adequações necessárias para a legalização do queijo em órgãos de defesa sanitária, fortalecendo a cultura e a tradição desse importante produto do Vale do Jequitinhonha.

De acordo com a coordenadora estadual do Programa Queijo Minas Artesanal, Marinalva Soares, o projeto vai agregar maior valor ao produto, o que vai colaborar com o desenvolvimento econômico e social da região. Com a implementação do Projeto de Melhoria de Qualidade do Queijo Cabacinha, o pequeno e médio produtor também terão linhas de crédito para auxiliar na produção.

De acordo com o extensionista da Emater-MG de Pedra Azul, José Geraldo Lisboa de Matos, o projeto vai implementar, inicialmente, três unidades modelos de fabricação do queijo cabacinha nos municípios de Medina, Cachoeira do Pajeú e Pedra Azul. Na região, existem dez municípios fabricantes do cabacinha. Só no município de Pedra Azul, cerca de 120 produtores, entre pequenos e grandes, fabricam o queijo. Para a implantação do projeto de melhoria do queijo, a Emater-MG já capacitou aproximadamente dez extensionistas em boas práticas de fabricação. “A proposta é trabalhar da porteira prá dentro até a porteira prá fora, com ações que vão da alimentação adequada do rebanho, cuidados na ordenha, no meio ambiente, e nas boas práticas de produção”, salienta José Geraldo.

O outro gargalo da cadeia do cabacinha, que é a comercialização do produto em locais adequados, será trabalhado no processo de implantação do projeto, pois depende de legislação estadual específica, segundo o técnico. Atualmente, o produto, que é encontrado no Mercado Central de Belo Horizonte e até no estado da Bahia, é muito comercializado nas margens da BR-116. “Mas vamos trabalhar para legalizar essa comercialização, por meio de legislação. E através de ações do projeto, serão estabelecidos locais corretos de venda do produto, próximos a postos de gasolina na própria BR 116”, informa.

Já o Projeto de Melhoria da Qualidade da Farinha, que será lançado no próximo sábado (18), propõe apoiar a cadeia produtiva da mandioca do Baixo Vale do Jequitinhonha, com foco na agroindústria familiar. De acordo com a engenheira de alimentos da Emater-MG, Laura de Castro, as unidades de processamento de mandioca, matéria-prima da farinha da região, ainda carecem de adequações para ficar conforme as legislações sanitária e ambiental vigentes, no âmbito federal e estadual. “Devido a isso, o projeto pretende fomentar a eficácia da cadeia produtiva da mandioca na região”, segundo Castro.

O objetivo é viabilizar condições para a produção e processamento da mandioca de forma independente, para permitir a contínua geração de renda das populações rurais no Jequitinhonha. Além disso, a iniciativa pretende garantir a segurança alimentar dos agricultores familiares e dos consumidores dos alimentos produzidos por esse segmento. Inicialmente, o projeto vai abranger os municípios de Almenara, Bandeira, Jacinto e Jordânia. Posteriormente, ele será estendido aos municípios de Ponto dos Volantes, Itinga, Itaobim, Comercinho, Medina, Jequitinhonha, Pedra Azul, Santa Maria do Salto, Santo Antônio do Jacinto e Rubim.

via Agência Minas

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