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Sérgio
Barroso revelou que o Governo de Minas vai liderar
um consórcio para construção
do gasoduto |
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Minas anuncia
construção de gasoduto no Triângulo
quarta-feira, 25 novembro, 2009 19:23
O secretário de Estado
de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, anunciou
nesta quarta-feira (25), a construção de
um ramal ao gasoduto Bolívia-Brasil para atender
o Triângulo Mineiro. O empreendimento é o
principal requisito da Petrobras para implantar em Uberaba
a primeira fábrica de amônia da América
Latina. “Se a razão para a Petrobras construir
a planta em Minas, onde está localizada, em Tapira,
a maior reserva de fosfato do país e onde estão
as maiores fábricas misturadoras de fertilizantes,
o Governo de Minas assume o compromisso de construir,
paralelamente, à fábrica, o gasoduto”,
enfatizou.
“Não teremos problemas ambientais, pois o
gasoduto poderá utilizar a área de servidão
do alcoolduto que liga São Carlos a Uberaba, além
de já existir tecnicamente uma análise sobre
o projeto”, explicou. Estudos da Companhia de Gás
de Minas Gerais (Gasmig) indicam que a construção
do gasoduto do Triângulo exigirá investimentos
de R$ 1,3 bilhão e poderá durar 30 meses.
Sua capacidade de transporte ficará entre quatro
a seis milhões de metros cúbicos por dia.
O gasoduto será construído por um consórcio
liderado pelo Governo de Minas, através da Companhia
de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).
Além de empresas privadas e da Gasmig, serão
convidados a participar do consórcio, o Ministério
da Agricultura e a própria Petrobras.

Gasoduto
O gasoduto, com 817 Km de extensão, a partir de
São Carlos (SP), passará por Uberaba e Uberlândia,
com ramais para atendimento ao polo de minerais fosfatados
de Tapira, Araxá, Serra do Salitre, Patrocínio,
Patos de Minas e Araguari. Poderá atender um mercado
estimado em 4,6 milhões de metros cúbicos
de gás por dia, sendo 2,7 milhões para atendimento à nova
fábrica de amônia a ser construída
pela Petrobras.
Sede ideal
Há seis anos, lembrou o secretário, o Governo
de Minas pleiteia a vinda da fábrica de amônia
para o Triângulo. Segundo ele, o Estado tem todas
as condições para sediar esta planta. Oferece
vantagens competitivas, adequação técnica,
logística adequada e tem um excelente mercado consumidor.
A região possui infraestrutura aérea, rodoviária
e ferroviária, assim como de serviços e de
comunicações. Possui qualificada mão
de obra e redes pública de saúde, educação
e segurança pública maiores e de melhor qualidade
do que outros municípios concorrentes. Uberaba está no
centro das regiões intensivas consumidoras de fertilizantes
fosfatados, Triângulo, Sul de Goiás e Norte
de São Paulo. No Triângulo, mais especificamente
no Distrito Industrial de Uberaba, além da Fosfértil,
que é a grande importadora de amônia, estão
localizadas todas as principais misturadoras de fertilizantes
do Brasil, que usam ureia e amônia.
Atualmente, o país é suprido, majoritariamente,
por importações via porto de Santos, com
preços pouco competitivos. A nova planta de amônia
e ureia planejada pela Petrobras deverá suprir o
Sudeste do país.
Estabilização de preços
Sérgio Barroso informou ainda que outro ponto a
ser considerado para a construção da fábrica
no Triângulo Mineiro seria a eliminação
do enorme risco ambiental do transporte de amônia
para a região mineira. Lembrou que atualmente a
amônia e ureia, importadas e consumidas pela Fosfértil,
são transportadas do Porto de Santos, em 37 caminhões
por dia. O transporte é feito através da
Via Anchieta, trafega pela cidade de São Paulo,
depois pela Via Anhanguera até chegar a Uberaba.
O secretário lembrou ainda que a implantação
da fábrica no Triângulo traria vantagens não
apenas para Minas, mas para todo o país, que passará a
ter preços de insumos agrícolas mais competitivos,
deixando de ser direcionado pelo mercado internacional,
reduzindo sua dependência externa.
A fábrica de amônia está inserida
dentro do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), com investimento de US$ 2 bilhões. É considerada
pela própria Petrobras como um projeto indutor do
desenvolvimento e um incentivo para a atração
de novas indústrias para a região onde se
instalar.
Barroso ainda insistiu que Uberaba é a localidade
ideal para a instalação da fábrica
da Petrobras, não só por estar próxima
da matéria-prima, mas também porque além
de concentrar fábricas de fertilizantes, a sua produção,
amônia nitrogenada, é o principal insumo usado
na lavoura cafeeira de Minas Gerais, responsável
por 50% do cultivo do grão no Brasil. É preciso
levar em conta também, destacou, que a Codemig já dispõe
de um terreno no Distrito Industrial de Uberaba, ideal
para abrigar a nova fábrica. “O Governo de
Minas aguarda, o mais breve possível, o parecer
da Petrobras. Como o papel do Estado é de indutor
do desenvolvimento, estamos trabalhando para isto”,
concluiu.
Agência Minas