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Wellington Pedro / Imprensa MG - arquivo
 
   

Minas Gerais poderá exportar carne bovina para a China a partir deste ano

sábado, 23 janeiro, 2010 16:08

Minas Gerais poderá retomar este ano as exportações de carne bovina para a China. A informação foi dada pela embaixada do Brasil em Pequim ao secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana Rodrigues. O documento assinado pelo embaixador Clodoaldo Hugueney informa que o Estado foi reconhecido pelas autoridades chinesas como área livre de febre aftosa. Outros 15 estados e o Distrito Federal também obtiveram o reconhecimento, segundo os critérios da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).

Desde 2005, a China restringiu a compra de carne bovina do Brasil após a descoberta de focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul. Para retomar as exportações para aquele país, os frigoríficos interessados deverão ser aprovados individualmente pela Administração Nacional de Certificação e Acreditação da China (CNCA), após apresentarem um conjunto de informações técnicas e documentos relacionados no formulário disponível no endereço www.cnca.gov.cn/cnca/extra/xzzq/00032.pdf.

A documentação deverá ser encaminhada ao Ministério da Agricultura que, após análise, irá enviar as informações para a CNCA. Se os documentos forem considerados satisfatórios, o estabelecimento poderá ser credenciado imediatamente ou ainda passar por uma inspeção in loco feita por autoridades sanitárias chinesas.

“A abertura do mercado chinês para a carne bovina é fundamental para o agronegócio mineiro e nacional. A China já é o terceiro principal destino das exportações do agronegócio de Minas e poderá subir de posto com a retomada das compras de carne bovina”, comenta Gilman Viana.

Segundo o secretário, o Estado conta com pelo menos cinco frigoríficos em condições de serem credenciadas pela China. A pedido da embaixada do Brasil em Pequim, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais está informando aos frigoríficos instalados no Estado a possibilidade de voltar exportar carne bovina para o mercado chinês.

Mercado da China

Nos primeiros seis meses de 2009, a China importou seis mil toneladas de carne bovina, principalmente congelada. As poucas plantas frigoríficas brasileiras que mantiveram a autorização para exportar foram responsáveis por apenas 412 toneladas, menos de 7% do total. Não houve compras de frigoríficos instalados em Minas, apesar do Estado estar há 13 anos sem registrar focos de febre aftosa em seu rebanho.

Em 2008, as importações chinesas do produto somaram 4,4 mil toneladas. O Brasil contribuiu com menos de 1% dos embarques. Os principais fornecedores para o mercado chinês naquele ano foram Austrália, Uruguai e Nova Zelândia.

No comunicado do embaixador brasileiro, são destacadas a elevação do padrão de vida da população chinesa e o rápido crescimento do consumo de carne bovina. “Dada a grande população e o limitado potencial de expansão da produção agropecuária neste país, espera-se para os próximos anos um grande crescimento das importações chinesas de carne”, informa o embaixador Clodoaldo Hugueney.

Agência Minas

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