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Pedro Cisalpino / SES MG - arquivo
 
   

Vacinação também deve fazer parte da rotina do adulto

sábado, 23 janeiro, 2010 16:13

As vacinas são uma importante fonte de prevenção de doenças e geram, a longo prazo, economia de recursos que poderiam ser investidos em programas de saúde. Porém, se engana quem acredita que a imunização é voltada apenas para crianças. Os adultos e adolescentes têm à disposição uma série de imunobiológicos que podem ser encontrados na rede pública (veja quadros). É importante estarem sempre atentos à atualização de seu cartão de vacinas.

O médico José Geraldo Leite, referência técnica estadual de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), explica que muitas pessoas adultas se preocupam em imunizar as crianças, levando-as às Unidades Básicas de Saúde (UBS), mas se esquecem de se protegerem. “Temos que trabalhar no sentido de informar e educar os adultos. Às vezes, pelo fato de algumas vacinas necessitarem de reforço, as pessoas se acomodam e acabam não tomando todas as doses. Isto pode comprometer a proteção contra doenças”, alerta.

Entre os fatores destacados pelo especialista para se recomendar a vacinação de adultos, está o impacto econômico. “O adulto doente ou com um quadro mórbido prolongado não vai trabalhar e isso pode impactar na situação financeira da família e consequentemente causar prejuízo para a sociedade. Além disso, a pessoa com doença imunodeprimível pode sofrer dor física, desconforto, trauma ou seqüelas permanentes, desnecessariamente. Tudo isto pode ser prevenido facilmente com uma vacina”, afirma.

Medicina de viagens

Outro importante fator para que seja feita a atualização do cartão de vacinas é a chamada "medicina de viagem". Isto significa buscar imunização, com antecedência, para que as pessoas se protejam. “Esta prática deve fazer parte do nosso planejamento de férias, assim como é comum uma revisão no carro, por exemplo”, salienta José Geraldo. É o caso da vacina contra febre amarela, muito procurada em caso de viagens internacionais. “Alguns países exigem que o turista esteja imunizado. Isto se deve mais ao fato de a pessoa evitar o risco de adoecer naquele país do que levar a doença para lá”.

O médico lembra que em viagens “é comum mudarmos nossos hábitos e por isso ficarmos mais expostos a situações em que se pode contrair doenças”.

Agência Minas

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