Pronunciamento
do governador Antonio Anastasia sobre o gás natural
em Minas
quinta-feira,
2 setembro, 2010 21:10
O objetivo aqui é
dar uma notícia que é extremamente positiva
para Minas Gerais. Conforme já se ventilou, nós
podemos afirmar com muita honra, satisfação
e alegria, que
há gás em Minas Gerais. Ou seja,
gás natural. Nós descobrimos uma nova fronteira
econômica para o Estado.
Há uns anos atrás, na realidade, entre 2005
e 2006, o Governo do Estado, o então governador Aécio
Neves se empenhou muito, para nós termos uma associação
de exploração da bacia de gás do São
Francisco que, durante muitas décadas se estudava,
mas que não havia ainda muita certeza.
Com ousadia e com empreendedorismo nós tivermos os
consórcios de empresas do estado, capitaneadas pela
Codemig, juntamente com empresas privadas, em diversos lotes
para exploração do gás.
Um desses lotes, o de número 132, o primeiro a ser
perfurado, é uma associação da Codemig
com a Orteng, com a Delp, com a Imatame e esse lote que
começou a exploração alcançou
no último dia 27 de agosto importante bolsão
de gás, a cerca de 1.500 metros de profundidade.
Isso foi comunicado oficialmente, como determina a legislação,
à ANP, e nós continuamos a perfurar e em 60
dias chegaremos ao fundo, a 2.500 metros.
Mas, a essa altura, com tudo que nós já temos
lá, a chama queimando com as circunstâncias
técnicas indicadas significa que nós descobrimos
gás natural no Estado de Minas Gerais o que é
extraordinário porque significa uma redenção
econômica não só para aquela região,
mas também para todo o Estado.
É bom lembrar que nós teremos aí para
o poder público duas vantagens. Além da questão
do royalty, que é igual ao do petróleo, nós
também teremos a participação do Estado
como empreendedor, já que ele é sócio
em todos esses empreendimentos, através da Codemig
em alguns casos, da Cemig, em outros poços.
Nós vamos continuar fazendo as perfurações
e isso significará, certamente, uma mudança
da estrutura econômica da região e do próprio
Estado, já que não temos petróleo em
Minas, passamos a ter gás e que será certamente
suficiente para o nosso abastecimento e inclusive para outros
estados, o que vai facilitar a nossa rede de gasodutos e
vai permitir uma industrialização ainda mais
rápida no Estado.
Portanto, nosso objetivo aqui, eu cumprimento ao secretário
Sergio Barroso, ao presidente da Codemig, dr. Oswaldo; ao
dr Marcelo, diretor de Operações, ao dr. Robson,
que na condição de presidente da Orteng e
de nosso presidente da CNI; e ao dr. Ricardo Vinhas, que
é diretor de Sistemas e Operações da
Orteng, companheiros e parceiros do Estado, essas noticias,
que são extraordinárias.
Portanto, a partir do dia 27 de agosto, essa data ficará
cravada na história de Minas, concluo dizendo que
Minas Gerais tem gás. Como foi dito há poucas
semanas atrás pelo empresário Eike Batista,
que também descobriu indícios de gás
no Maranhão, que lá ele teria descoberto meia
Bolívia, a outra metade se Deus quiser está
aqui e nós teremos certamente uma situação
que será muito positiva.
Então, portanto, o nosso objetivo é comunicar
oficialmente à sociedade mineira na medida em que
de acordo com a legislação, como eu disse,
a ANP já foi comunicada, de acordo com o que determina
a lei de exploração, e nós estamos
também fazendo essa mesma comunicação,
já mais avançados porque, de sexta-feira até
hoje, novos indícios mais ainda robustos foram encontrados
nessa perfuração.
Então, nós estamos muito otimistas e acreditamos
que, em breve, nós teremos a exploração
econômica desse gás que vai representar uma
nova riqueza para Minas Gerais.
Entrevista do governador Antonio Anastasia
Governador, o que essa descoberta vai significar
para Minas Gerais?
Bem, hoje é um dia muito importante na história
econômica de Minas Gerais. Nós estamos confirmando
a descoberta de gás em Minas, gás natural,
na Bacia do Rio São Francisco. A Codemig, a companhia
do Estado, em associação com uma empresa privada,
a Orteng, descobriu gás no último dia 27 de
agosto. Todos os indícios indicam que é um
gás de grande volume, de natureza comercial, então
Minas, que lamentavelmente não tem petróleo,
mas tem gás. Então vai significar não
só o royalty dessa exploração no futuro,
como também a participação do Estado,
que é um dos donos do empreendimento, mas o mais
importante é a modificação do perfil
econômico da região, que naturalmente vai atrair
indústrias e vai permitir uma nova fonte de energia
limpa para Minas Gerais.
Isso vai significar que Minas Gerais pode ficar um Estado
rico, quando tiver já tudo funcionando, os mineiros
vão poder pagar gás mais barato?
Certamente, não há dúvida que tudo
o que é uma exploração mineral no próprio
estado, ainda mais no caso do gás natural, que é
semelhante do petróleo, tem uma legislação
no Brasil específica, só temos vantagens a
comemorar. Por isso essa nossa alegria e essa nossa satisfação
nessa data, que repito, é histórica. Nós
teremos certamente a criação de milhares de
empregos de qualidade, com boa renda e rendimento aos mineiros;
teremos recursos vindos para os cofres públicos,
o que significa melhoria na educação, na saúde,
na infraestrutura, na segurança pública, e
nós teremos, certamente, um gás mais barato.
Esse gás mais barato servirá para todos os
consumidores de gás, especialmente os industriais,
porque isso significa uma redução do custo
da produção.
Quantidade só daqui a 60 dias?
A quantidade dependerá agora da identificação,
porque é um processo complexo, em 60 dias nós
chegamos ao fundo do poço e é bom lembrar
que estamos a 1500 metros de perfuração, o
poço tem até 2500 metros, mas o indício
que já foi oficialmente comunicado à Agencia
Nacional do Petróleo é no sentido que há
gás, muito gás, e de natureza comercial.
Esse pode ser considerado qual passo dessa etapa
de exploração aí do gás?
Qual passo? O primeiro passo?
Estamos exatamente, não no primeiro, porque o primeiro
foi a coragem que tivemos lá atrás de fazer
o investimento e o empreendimento. O segundo passo foi fazer
os consórcios. E agora talvez teremos o terceiro,
mas que é o fundamental, descobriu-se o gás.
Porque se não houver gás, estará tudo
perdido. Era um investimento de risco, como aqui foi dito,
mas o importante é que o gás foi descoberto.
Então essa notícia é que hoje se comemora
e vamos agora preparar os próximos passos.
Governador, o senhor ontem anunciou esse programa
de segurança para a zona rural. Como o senhor pretende
fazer isso, o senhor tem alguns dados?
Na realidade, já há, por parte das lideranças
ruralistas, dos empresários, dos proprietários
rurais, da agricultura familiar, de todos aqueles que moram
no campo, já há uma reclamação
que houve uma dificuldade na questão de segurança
pública. Permita-me aqui um parêntese, que
hoje a imprensa divulga os indicadores da violência
no Brasil e Minas Gerais apresenta, felizmente, uma grande
redução e uma posição, que não
digo ideal, mas bastante confortável em relação
aos outros estados da Federação, mas isso
não significa que podemos parar. Então, um
dos pontos a atacar é exatamente a segurança
rural. Porque, o que acontece, com a melhoria da segurança
nas cidades grandes, nas cidades médias, muitas vezes
o crime migra para as cidades pequenas e a zona rural. E
a zona rural, pelas suas características, nós
não temos condições de ter grandes
equipamentos policiais na zona rural. E os batalhões,
os pelotões, as unidades de polícia ficam
nas cidades. Então temos que criar um novo modelo
de segurança rural, com comunicação
e inteligência. E nós faremos isso em próxima
parceria com as entidades que representam o setor rural
do Estado.
Parece que o pagamento do reposicionamento dos
servidores públicos que o senhor disse que tinha
anunciado em novembro, agora é outubro?
Isso vai depender, naturalmente, da conclusão do
reposicionamento em si, que se dá através
de uma resolução dos secretários da
pasta, das pastas, sempre do Planejamento e da respectiva
pasta. Aqueles que já tiverem prontos podem ser publicados.
Então a secretária do Planejamento está
tomando essas providências para ver que aqueles que
já estejam prontos sejam publicados.
com
Agência Minas