quinta-feira, 6 janeiro, 2011 23:59
Produção
de oleaginosas pela agricultura familiar será ampliada
no Estado
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Genevan
Mendes Barbosa/Emater |
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Lavoura
de girassol na comunidade rural de Barreiro da Raiz,
em Janaúba |
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O plantio de mamona
e girassol pela agricultura familiar para a produção
de biocombustíveis vai ganhar reforço neste
ano, com a expansão da atividade em outras regiões
do Estado.
Hoje o cultivo das oleaginosas
para a usina de biodiesel da Petrobras, em Montes Claros,
no Norte de Minas, é praticado por pequenos produtores
de 74 municípios mineiros, localizados no Norte,
parte do Vale do Jequitinhonha, Centro-Oeste e Sul.
A informação
é do coordenador técnico estadual de Culturas
e Biocombustíveis da Empresa de Assistência
Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas
Gerais (Emater-MG), o engenheiro agrônomo Waldyr Pascoal
Filho.
O coordenador informa
que a empresa pública mineira já participa
das negociações para a ampliação
do Projeto de Biocombustíveis, incluindo agricultores
do Noroeste do Estado e do Projeto de Irrigação
Jaíba, no distrito de Mocambinho, município
de Jaíba, no Norte de Minas. “Estão
sendo realizadas negociações para a inclusão
de mais agricultores familiares, principalmente os dos municípios
de Paracatu, João Pinheiro e Unaí, além
dos que estão no Projeto Jaíba”, explicou.
Desde 2007, quando assinou
o primeiro contrato com a Petrobras, a Emater-MG presta
assistência técnica aos agricultores que produzem
e fornecem a matéria prima para a fabricação
de biocombustível. O atendimento inclui orientações
técnicas, cadastramento e a distribuição
de sementes e sacarias para a colheita, doadas pela estatal
federal.
No último contrato
firmado em 12 de novembro de 2009 com a Petrobras, a Emater-MG
se comprometeu, até novembro de 2011, a tornar os
agricultores das regionais Divinópolis, Curvelo,
Janaúba, Januária, Montes Claros, Salinas,
São Francisco e Passos aptos a produzir e fornecer
oleaginosas de forma sustentável para o abastecimento
da usina de Montes Claros.
O projeto prevê
o atendimento no Estado de 4.600 produtores por ano, em
uma área de 9.200 hectares e produção
de 13.800 toneladas de grãos. Para trabalhar o projeto,
a Emater-MG conta com uma equipe técnica exclusiva
de 40 extensionistas e dois coordenadores, sendo um regional
e um estadual.
De acordo Waldyr Pascoal,
a remuneração da produção de
oleaginosa para a fabricação de biocombustível
obedece a uma política de preço mínimo,
estabelecida pela Petrobras, para que o agricultor não
tenha prejuízo. “O preço do quilo da
mamona é garantido pela Bolsa de Cereais, já
que é uma commodity, enquanto o do girassol acompanha
o da soja, outra commodity”, explica.
Cadastramento
Para a safra de
verão 2011, a Emater-MG já iniciou o cadastramento
dos agricultores familiares que irão plantar mamona
e girassol no Norte de Minas. Também cadastrou os
produtores do Oeste e Sudoeste de Minas que irão
produzir girassol na entressafra ou safrinha, período
que corresponde aos meses de fevereiro a março.
Agência
Minas