sexta-feira, 4 março, 2011 0:16
Famílias
agricultoras mineiras têm comercialização
garantida com o PAA
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Ascom/MDA
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PAA
O Programa foi criado em 2003 a partir da articulação
do Conselho Nacional de Segurança Alimentar
e Nutricional (Consea) com o Governo Federal. O PAA
está presente em 2,3 mil municípios
brasileiros. Por ano, cerca de 160 mil agricultores
familiares comercializam sua produção
que abastece, em média 25 mil entidades, são
15 milhões de pessoas. Ação estruturante
do Programa Fome Zero, já foram investidos
R$ 3,5 bilhões na aquisição de
3,1 milhões de alimentos produzidos por agricultores
familiares. Os recursos são do Ministério
do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Ministério
do Desenvolvimento Social (MDS).
O
PAA opera com quatro modalidades: Compra Direta da
Agricultura Familiar, Formação de Estoques,
Compra para Doação Simultânea
e Programa do Leite, Incentivo à Produção
e ao Consumo de Leite.
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O Programa de Aquisição
de Alimentos (PAA), em sua modalidade Compra Direta Local
com Doação Simultânea, garante a compra
dos produtos de 196 agricultores familiares dos municípios
de Três Marias, Morada Nova de Minas, São Gonçalo
do Abaeté e Corinto (MG). A partir da parceria realizada
entre o Governo Federal e a Prefeitura Municipal três
entidades da região passaram a entregar mais de 50
tipos de alimentos para o PAA para entidades da região.
É o caso da Cooperativa
Vitória das Três Marias formada apenas por
mulheres agricultoras. Com a aprovação de
um projeto em 2010, ainda em andamento, no valor de R$ 103
mil, 30 mulheres entregam, por semana, cerca de 800 quilos
de produtos como pães caseiros, bolos de fubá
incrementado com milho, e doces artesanais para escolas
e entidades sociais. O valor que cada agricultora pode comprar
individualmente do PAA por ano é de R$ 4,5 mil. Com
isso, elas contam agora com uma renda mensal fixa de cerca
de R$ 550,00.
Toda produção da
Cooperativa é feita com base na demanda efetiva das
entidades sociais e escolas da região cadastradas
no banco de alimentos da cidade. Com a venda garantida para
o PAA as cooperadas já adquiriram, em conjunto, um
carro para o transporte das mercadorias. “Quando não
é possível a entidade buscar os nossos produtos,
nós levamos até eles”, esclarece Patrícia
Alencar, coordenadora do projeto do PAA na cooperativa.
De acordo com Patrícia,
o Programa melhorou a vida das mulheres agricultoras. “Hoje,
elas têm mais segurança e não precisam
buscar outros afazeres para conseguir renda. Com o Programa
o retorno financeiro é garantido”.
Os itens utilizados na fabricação
dos produtos são retirados de plantações
criadas pelas famílias das cooperadas. Há
hortas de cebolinhas, coentro, alface, cheiro verde, além
de plantações de milho e frutas. Assim, não
é necessário comprar a maioria dos itens utilizados
na fabricação dos produtos vendidos para o
PAA. “Tudo é plantado para o consumo da cooperativa”,
afirma Patrícia.
Banco de Alimentos
Além
da cooperativa de mulheres, outras duas associações
também estão cadastradas no banco de alimentos:
Associação dos Agricultores Familiares de
Três Marias e Região e a Associação
Fazendinha Comunitária. Nos últimos seis meses
elas entregaram para o PAA 122.523 unidades de rapadura,
15.679 kg de mandioca, 40.891 unidades de bolinho de peixe,
11.666 unidades de iogurte, 20.002 kg de abóbora,
5.871 kg de mel, além de carnes, frutas, filé
de tilápia, mel, queijo, hortaliças, polpas
de frutas, bolos, biscoitos, entre outras variedades. “O
Nosso foco é comprar alimentos que atendam as necessidades
da comunidade e, além disso, comprarmos produtos
orgânicos, sem uso de agrotóxicos”, esclarece
a coordenadora do Banco de Alimentos, Maria Claudete Moreira.
Responsável pela gestão
no recebimento e distribuição dos alimentos,
o Banco de Alimento foi implantando no munícipio
de Três Marias em 2006. Nesse período já
foram aprovados 18 projetos do PAA, totalizando mais de
R$ 1,6 milhão. A Empresa de Assistência Técnica
e Extensão Rural (Emater) apoia na divulgação
e seleção dos produtores.
Maria conta que antes, sem o
apoio do PAA, os agricultores vendiam a produção
para o mercado local que muitas vezes não pagava
um preço justo. Um exemplo citado pela coordenadora
é a venda do queijo minas. Em épocas de grande
produção o valor do alimento diminui no mercado
convencional de R$ 8,00 para R$ 5,00 a peça. O PAA
mantém o preço justo do produto independentemente
do período que é vendido. Assim, o agricultor
conta com uma renda estável, sem arcar com nenhum
prejuízo”, esclarece.
“É um dos melhores
programas do governo federal, porque fomenta o setor produtivo
de alimentos, garantindo parte da comercialização,
aquece a economia global, evita o êxodo rural e garante
segurança alimentar e nutricional dos beneficiados”,
finaliza Maria.
Assessoria
de Comunicação Social MDA/Incra