quinta-feira, 7 abril, 2011 23:38
Parque
do Sumidouro será aberto à prática
da escalada
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Evandro
Rodney/Sisema |
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O
parque estará aberto para a prática da
escalada a partir de 22 de maio |
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O Parque Estadual do
Sumidouro (Pesu) será a primeira Unidade de Conservação
de Minas Gerais que, a partir do próximo dia 22 de
maio, estará aberta para a prática da escalada
e do montanhismo.
Nessa quarta-feira (6),
o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Associação
Mineira de Escalada (Ame) formalizaram o Ato de Oficialização
da Prática Regulamentada da Escalada no Pesu. O projeto
piloto foi apresentado a esportistas e interessados na atividade.
Durante a apresentação
do projeto, ficou acertado que a prática do montanhismo
e da escalada será realizada por um período
experimental de até seis meses. O diretor de Áreas
Protegidas do IEF, Ronaldo Magalhães, explicou que
pelo fato de ser uma prática nova no Estado, o período
de avaliação poderá se constituir no
início de novas possibilidades de esportes de aventuras
tanto no Parque do Sumidouro como nos demais parques administrados
pelo IEF. "Estamos vivenciando um marco histórico
para as Unidades de Conservação (UCs) de Minas”,
destacou o diretor.
A abertura do Parque
Estadual do Sumidouro para a prática do montanhismo
e da escalada foi precedida pela constituição
de um grupo de trabalho envolvendo técnicos do IEF,
da Ame, do Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade (ICMBio) e de organizações
como o Grupo Bambuí, que trabalha com pesquisas espeleológicas.
Foram quase dois anos de trabalho até a definição
das trilhas de escaladas e das regras para conciliar o esporte
com a preservação e conservação
do Pesu.
O gerente do parque,
Rogério Tavares, destaca a riqueza ambiental e cultural
da região, com destaque para o patrimônio espeleológico
e arqueológico que são focos da preservação.
O Grupo Bambuí ajudou na compatibilização
da prática da escalada com a preservação
do patrimônio espeleológico. A representante
do grupo, Luciana Alt, chamou atenção para
o grande número de cavidades encontradas durante
as pesquisas.
O presidente da Ame,
Luiz Monteiro, ressaltou a preocupação da
associação com a preservação
ambiental. A entidade foi criada em 2001 e conta com 70
sócios e 375 associados. “Assinamos um termo
de cooperação técnica em 2010 e estávamos
com grandes expectativas para a abertura do parque à
prática da escalada”, ressaltou Monteiro.
Critérios
Os esportistas
que quiserem usufruir do Pesu para prática da escalada
ou do montanhismo terão algumas regras a seguir:
o parque só estará aberto à atividade
aos domingos; a entrada para escalada será das 9h
às 13h e a saída acontecerá às
16h45; serão aceitos apenas 40 escaladores por dia;
todos deverão se apresentar na portaria, onde receberão
todas as instruções quanto à prática
do esporte e às regras que deverão seguir.
Parque Estadual
do Sumidouro
O Parque
Estadual do Sumidouro (Pesu) está localizado na região
de Lagoa Santa, a cerca de 50 quilômetros de Belo
Horizonte. A unidade de conservação foi criada
na década de 80, pelo Decreto 20.375, com o objetivo
de preservar o patrimônio cultural e natural existente
na região.
A vegetação
é composta de mata de galeria, cerrado e vegetação
rupícola. A flora é formada por espécies
como ipê amarelo, ipê roxo, moreira, aroeirinha,
jatobá do campo, gabiroba, manjoba, mutamba, faveiro,
dentre outros.
Denominado de "Parque
da Memória", o Pesu foi recentemente inaugurado
para visitação. Possui trilhas interpretativas
que abordam diversos aspectos da Unidade de Conservação,
com destaque para os Circuitos Sumidouro e Lapinha, bem
como a Travessia, que une os dois circuitos, possuindo 3,5
quilômetros de extensão e passando pelo Cruzeiro
da Lapinha, mirante de onde se vê a Serra do Cipó,
a Serra da Piedade, a Serra do Curral, o Aeroporto Internacional
de Confins e a ocupação da região Norte
da RMBH.
Com uma área
total de 1,3 mil hectares, o Pesu está inserido na
região do carste Lagoa Santa. Possui relevo formado
por rochas carbonáticas e com propensões a
processos de dissolução em contato com a água.
Ao longo de milhões de anos, essas rochas formaram
cavernas com seus espeleotemas, as surgências e sumidouros,
funcionando como uma esponja que é capaz de absorver
e drenar a água para córregos. Por isso a
área passou a ser denominada de Lagoa do Sumidouro.
Dentre os atrativos
turísticos, destacam-se as 52 cavernas cadastradas
e cerca de 170 sítios arqueológicos históricos
e pré-históricos. Destaca-se também
o Poço Azul, uma surgência às margens
do rio das Velhas que forma um poço de coloração
azulada que encanta os olhos dos visitantes.
A fauna é igualmente
rica e nela encontram-se mico estrela, raposa, tatu galinha,
tatu peba, coelho, gambá, veado catingueiro, gato
do mato, lontra, tamanduá colete, os répteis
jibóia, cascavel, jararaca e as aves codorna, garcinha,
biguá, urubu, gavião, irerê, seriema,
rolinha, beija-flor, andorinha e o pica pau branco.
História
pra contar
Com aproximadamente
15 quilômetros de perímetro no período
de cheias, o parque foi local de abrigo e sobrevivência
do “Homem de Lagoa Santa”, denominação
dada pelo pesquisador dinamarquês, Peter Lund, aos
humanos que ali viveram há mais de 10 mil anos e
que deixaram no abrigo do Sumidouro suas marcas por meio
das pinturas rupestres.
Neste local, Peter Lund
encontrou evidências da coexistência do homem
com a fauna extinta, fato que contribuiu para o surgimento
do pensamento evolucionista através de citações
de Charles Darwin no livro “A origem das espécies”
(do original, em inglês, On the Origin of Species
by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured
Races in the Struggle for Life), em que discutia a ideia
de evolução a partir de um ancestral comum,
por meio de seleção natural.
Visitas:
Devem ser agendadas e são acompanhadas por guias.
Horário de visitas: Terça-feira a domingo,
das 9h às 16h30.
Contato: (31) 3661-8671 / (31) 3661-8165.
Agência Minas

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