quinta-feira, 1 setembro, 2011 23:19
Cemig
no mercado de créditos de carbono
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http://www.uhebaguari.com.br |
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Comercialização
dos créditos da UHE Baguari inicia em 2012 |
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Com o objetivo de contribuir
para a redução das emissões de gases
do efeito estufa, a Companhia Energética de Minas
Gerais – Cemig está investindo no desenvolvimento
de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL),
previstos no Protocolo de Kyoto.
Nesse contexto, a Usina
Hidrelétrica Baguari recebeu autorização
para obtenção de créditos de carbono
que serão comercializados a partir de 2012.
A iniciativa consiste
em uma central hidrelétrica a fio d’água
com capacidade instalada total de 140 MW que, convertidos
em créditos de carbono, representam uma redução
anual de aproximadamente 65 mil toneladas de dióxido
de carbono (CO2).
Para o diretor de Geração e Transmissão
da Cemig, Luiz Henrique de Castro Carvalho, a entrada da
Empresa no mercado de créditos de carbono é
uma demonstração do compromisso com a preservação
do meio ambiente, além da busca permanente pela obtenção
de novas receitas. “Somente com tais créditos,
teremos cerca de R$ 9 milhões de receita nos próximos
sete anos. Na Usina Baguari, cuja conclusão da obra
foi antecipada, aplicamos as práticas de gestão
preconizadas pelo PMI (Project Management Institute), de
forma pioneira. Isso foi determinante para um acompanhamento
preciso, que também contribuiu para a viabilização
da nossa entrada no mercado de créditos de carbono.”
Localizada em Governador Valadares, no Médio Rio
Doce, Leste de Minas, a UHE Baguari iniciou sua operação
em 2009 e é gerida pelo consórcio constituído
pelas empresas Neoenergia (51%), Cemig (34%) e Furnas (15%).
“Em meados de 2006, já nas primeiras reuniões
do Comitê Deliberativo do Consórcio UHE Baguari,
foi contratada empresa especializada para nos auxiliar na
obtenção dos créditos de carbono provenientes
da usina”, explica Arthur José Fernandes Braz,
gerente de Negócios de Geração da Cemig.
Projetos de MDL
Com uma matriz energética predominantemente renovável,
a Cemig está atenta à relevância global
dos debates acerca das mudanças climáticas
e possui projetos de MDL em diferentes estágios para
registro e obtenção dos Certificados de Emissões
Reduzidas, como as Pequenas Centrais Hidrelétricas
Dores de Guanhães, Senhora do Porto, Fortuna II,
Jacaré, Cachoeirão, Pipoca e Paracambi –
esta última no Rio de Janeiro.
“Nosso Estado conta com 17 grandes bacias hidrográficas,
e a Cemig soube utilizar adequadamente esse benefício.
Tal característica nos leva a possuir uma matriz
limpa e renovável”, enfatiza Luiz Henrique
de Castro Carvalho.
Através da Efficientia, empresa do Grupo Cemig, está
sendo desenvolvido ainda um projeto de cogeração
de energia com a Siderúrgica Pitangui. Esse projeto
foi aprovado pela Comissão Interministerial de Mudança
Global do Clima e encontra-se em fase de análise
perante o Conselho Executivo das Nações Unidas.
Sustentabilidade
Por seu comprometimento com princípios de responsabilidade
socioambiental, solidez financeira e excelência técnica,
a Cemig é reconhecida internacionalmente como referência
em sustentabilidade no setor elétrico. A Empresa
compõe o Índice Dow Jones de Sustentabilidade
– DJSI World há 11 anos. Além disso,
participa pelo 6º ano consecutivo do Índice
de Sustentabilidade Empresarial – ISE da BM&FBovespa.
Em 2010, a Cemig foi selecionada para compor o Índice
Carbono Eficiente (ICO2). Desenvolvido pela BM&FBovespa
e pelo BNDES, o ICO2 é composto pelas ações
de companhias alinhadas com as mais avançadas discussões
sobre as mudanças climáticas. “Ao aderir
ao ICO2, a Cemig torna pública sua gestão
para minimizar as emissões de gases de efeito estufa,
com destaque para a geração de energia por
fontes renováveis. A transparência do processo
e a preparação para uma economia de baixo
carbono demonstram o comprometimento da Empresa com as questões
climáticas”, destaca Ricardo Prata Camargos,
gerente de Responsabilidade Ambiental e Social da Cemig.
Cemig | Comunicação