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  Instituto Eu Quero Viver
quinta-feira, 22 setembro, 2011 23:51

Crescem prejuízos ao sistema elétrico com estiagem prolongada em MG

 
 
 
Cemig
 
   
  Em apenas 2 meses, julho e agosto, a Cemig contabilizou aumento de 474% dos prejuízos provocados pelas queimadas  
     

Os custos da Empresa com a substituição de componentes de linhas e redes, como postes, torres metálicas e condutores, quintuplicou, passando de R$ 156 mil para R$ 896 mil, devido à persistência das condições meteorológicas de baixa umidade de ar que prevalecem há mais de cem dias em grande parte do Estado.

Na comparação com o primeiro semestre do ano, houve um crescimento de quase 200% no número de ocorrências e de 580% no número de consumidores afetados, em apenas dois meses.

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais identificou, de janeiro a agosto deste ano, um crescimento de 25% no número de incêndios florestais, em relação ao mesmo período em 2010, que passou de 6.700 para 8.300 ocorrências.

Além de agredir o meio ambiente e causar prejuízos, as queimadas também interrompem o fornecimento de energia. Em 14 de setembro passado, por exemplo, uma queimada provocou a interrupção de energia, durante algumas horas, para os municípios de Ilicínea, Guapé, Santana da Vargem e Coqueiral, no Sul de Minas, que, juntos, possuem mais de 40 mil habitantes.

Em todo o Estado, foram 170 interrupções no fornecimento de energia em redes de distribuição provocadas por queimadas, deixando 109 mil consumidores sem energia, de janeiro a agosto. Apenas em julho e agosto, foram 127 interrupções no fornecimento de energia em redes de distribuição provocadas por queimadas, afetando 94.754 consumidores.

Prevenção

Apesar do aumento de 25% de queimadas registradas pelo Corpo de Bombeiros, o número de ocorrências, assim como o valor dos prejuízos causados, é bem menor do que o do ano passado. Em comparação com o mesmo período de 2010, julho e agosto registraram três vezes menos ocorrências, cuja quantidade caiu de 529 para 176, o mesmo acontecendo com os custos de substituição de material e equipamentos, de R$ 2,1 milhões para R$ 705 mil, em 2011.

Essa diminuição de ocorrências e de custos se dá também em função das ações preventivas realizadas pela Cemig, já prevendo o período seco, como a pintura de postes e outras estruturas com material antichamas e também a limpeza da vegetação que fica sob as redes e linhas.

A Cemig investe R$ 3,5 milhões por ano em ações de limpeza de faixa, com a poda de árvores e vegetações, o acero ao pé das torres e a aplicação de pintura antichamas nos postes de madeira em locais de risco de queimadas. “Aproximadamente 90% das estruturas afetadas estavam aceradas e 50% já haviam recebido a pintura anti-chamas, que retarda a propagação do fogo ao longo da estrutura e é realizada a cada dois ou três anos”, explica Edgar Pereira Cardoso, gerente de Planejamento e Acompanhamento da Manutenção de Linhas e Subestações de Distribuição.

O gerente de Serviços em Linhas de Distribuição da Cemig, Evandro Lúcio Oliveira, destaca ainda o comprometimento e dedicação dos eletricistas para com os trabalhos para o restabelecimento da energia, com mobilizações fora do expediente normal, às vezes à noite, e com condições severas de trabalho como cinzas e calor, no combate aos incêndios, que em grande número dos atendimentos persistiam no local, e, em muitos casos, conseguindo evitar a interrupção no fornecimento graças à ação em tempo adequado antes mesmo que a estrutura queimada caia ao solo.

via Cemig/Comunicação


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