sábado, 22 outubro, 2011 20:18
Projeto
Da Gema gera negócios e inclusão social no
Jequitinhonha
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Mara
Guerra/CMD |
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Os
alunos tiveram vários tipos de treinamento |
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Todas
as peças foram elaboradas agregando a elas valor
estratégico e design |
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A cidade de Coronel
Murta, forte reduto de garimpo e extração
de gemas, já começa a ver os resíduos
minerais, até então um problema socioambiental,
serem utilizados em novos negócios, por meio do desenvolvimento
de joias e adornos, além de inclusão social
de jovens da região.
Tudo isso só
foi possível com a implantação do projeto
Da Gema – Itaporarte, coordenado pelo Centro Minas
Design (CMD), que caminha para a etapa final de desenvolvimento
dos 48 protótipos propostos.
A população coronel-murtense
já vive a experiência desse projeto desde setembro
de 2009, quando ele teve início. Utilizando o Laboratório
Itaporarte de Lapidação e Artesanato Mineral,
pertencente à Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e à
Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), 40 jovens
e dois lapidários estão sendo capacitados
para se tornarem futuros artesãos minerais e empreendedores.
Segundo a consultora do projeto,
Maria Bernadete Teixeira, o grande objetivo do Laboratório
é desenvolver a capacidade tecnológica da
região. “O Da Gema é uma extensão
deste objetivo, que tem como foco a capacitação
de pessoas para o desenvolvimento de produtos. Buscamos
um trabalho com inovação”, colocou.
Os 48 protótipos em desenvolvimento
são resíduos de feldspato e turmalina, oriundos
de descartes, e contemplam quatro linhas de produtos: souvenires;
objetos de adornos; objetos decorativos e objetos utilitários.
Todas as peças foram elaboradas agregando a elas
o valor estratégico e o diferencial do design, com
conceitos orientados pelos recursos produtivos e referências
culturais locais.
De acordo com o prefeito de Coronel
Murta, Heleno Moutinho, o projeto é de grande valia
para a cidade, pois é uma ação de transformação.
“Só essa transformação será
capaz de mudar nossa região. Nós vamos dar
todo o apoio e continuaremos trabalhando nessa direção”,
afirmou.
O Da Gema – Itaporarte
foi pensado para privilegiar materiais de baixo valor intrínseco,
aliado à qualificação profissional
de jovens e ao aprimoramento de técnicas e processos,
oportunizando aos participantes uma melhoria no acesso ao
emprego e no aumento de renda.
Os alunos tiveram treinamento
em lapidação, uso do maquinário, processos,
sustentabilidade e um treinamento de pintura com pigmentos
retirados da terra, utilizando identidades gráficas
do Vale que pudessem ilustrar os produtos.
Para a jovem integrante do Da
Gema, Maria Madalena Silva, o projeto é uma ideia
muito boa e mostra a evolução da cidade. “Quando
eu vi que era um trabalho que ia me dar futuro, resolvi
fazer. Vai ser um diferencial pra mim”, disse.
O instrutor do Laboratório,
Amaury Santos, garante que o projeto é uma das soluções
para a região. “Aqui falta oportunidades para
os jovens e esse trabalho é uma grande chance para
eles”, declarou.
Primeiros Resultados
O sucesso da iniciativa já está trazendo
inúmeros resultados. Por ser um empreendimento continuado,
o Da Gema já foi premiado pelo 1º Prêmio
Sebrae Minas Design, em 2008. Ano passado foi apresentado
alguns protótipos na feira Tecnogold, realizada em
São Paulo. Este ano, a iniciativa obteve novos êxitos.
Foram aprovados dois artigos que abordam seu desenvolvimento:
um no Encontro Latino Americano de Design, em Buenos Aires,
e o outro no 2º Simpósio Brasileiro de Design
Sustentável, em Recife.
O Centro Minas Design
já entrou em contato com técnicos do Sebrae-MG
para formalizar uma capacitação de empreendedorismo
aos integrantes coronel-murtenses. O projeto vai até
fevereiro de 2012 e é financiado pela Secretaria
de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
(Sectes) e a Fapemig.
via
Agência Minas
http://www.agenciaminas.mg.gov.br