terça-feira, 20 dezembro, 2011 12:03
Exportação
mineira de animais vivos atinge quase US$ 10 milhões
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Wellington
Pedro - arquivo |
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Crescimento da receita chega
a 392% e Angola é o principal destino
As exportações
mineiras de animais vivos, que incluem cavalos, bovinos,
suínos, ovinos, caprinos, galos, galinhas, patos,
gansos, perus e outros somaram US$ 9,9 milhões, nos
primeiros onze meses de 2011, crescimento de 391,7% em relação
ao mesmo período de 2010.
As informações
são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior (MDIC) e foram analisadas pela
Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
de Minas Gerais (Seapa).
Segundo a Superintendência
de Política e Economia Agrícola da Subsecretaria
do Agronegócio, os principais animais embarcados
foram os bovinos, que responderam por mais de 50,0% da receita
de exportação do segmento. “As exportações
de bovinos vivos alcançaram US$ 5,0 milhões,
cifra 1.241,8% superior ao montante de janeiro a novembro
de 2010”, diz a assessora técnica Márcia
Aparecida de Paiva Silva.
Ela explica que o número
de cabeças de bovinos exportados passou de 147 para
2.223, considerando um peso médio de cada animal
de 450 quilos. “O aumento das exportações
de animais vivos faz parte de uma iniciativa de fomento
da pecuária em outros países por meio da comercialização
de material genético de qualidade”, observa
a assessora, com base em dados de Brazilian Cattle, projeto
setorial vinculado à Apex Brasil (Agência Brasileira
de Promoção de Exportações e
Investimentos) e ABCZ (Associação Brasileira
dos Criadores de Zebu).
“Os animais exportados
apresentam bom padrão genético, embora não
sejam classificados como de elite. Além disso, os
países importadores não definem um modelo
de valorização de animais segundo o seu padrão
genético, o que faz com que os preços recebidos
pelos exportadores mineiros sejam limitados”, diz
Márcia Silva.
Os preços médios
chegaram a US$ 2,23 mil por cabeça, entre janeiro
a novembro de 2011. Esse valor é condizente com a
extensão do rebanho exportado (grande número
de cabeças) e com a escassez de mecanismos de valorização
dos países de destino. As parcerias firmadas entre
exportadores e importadores têm o intuito principal
de desenvolver a pecuária em regiões onde
o segmento tem baixo desempenho zootécnico.
Novos mercados
Márcia Silva prevê que os benefícios
da exportação de bovinos vivos deverão
possibilitar a abertura de novos mercados com países
que podem desenvolver seu potencial de criação
e serão parceiros comerciais para o desenvolvimento
de seus rebanhos. “Trata-se de um nicho de mercado
que pode ser aprimorado, uma vez que os rebanhos mineiros
e brasileiros apresentam elevado padrão genético,
capaz de garantir espaço no mercado internacional”,
ressalta.
Entre janeiro e novembro de
2011, os países africanos (Angola, Congo e Guiné
Equatorial) responderam pelo total das exportações
mineiras de bovinos vivos. A parcela de compra de cada país
foi de 68,3%, 31,5% e 0,2%, respectivamente.
“Angola, principal mercado
de destino dos bovinos mineiros, não realizou compras
em 2010”, ressalva a assessora. Nos primeiros onze
meses de 2011, as importações angolanas atingiram
US$ 3,4 milhões. A exportação mineira
ocorre via traddings, empresas que fazem a intermediação
da comercialização dos bovinos mineiros com
países que têm protocolo sanitário aberto
para a importação, como os países da
África.
Para Márcia Silva, o
potencial para a transferência de tecnologia tanto
na pecuária quanto na agricultura, em especial para
países africanos, atende à preocupação
contemporânea de aumentar a oferta mundial de alimentos
para atender à demanda populacional crescente. “As
similaridades de características de solo e clima
favorecem a transferência tecnológica do Brasil
para a África, que cria instrumentos de viabilização
da produção agropecuária em regiões
carentes”, finaliza.
Ivani Cunha
| Comunicação SEAPA