quarta-feira, 28 dezembro, 2011 11:53
Número
de propriedades de café certificadas em Minas Gerais
aumenta 19% em 2011
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divulgação/IMA |
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O
número de propriedades cafeeiras aprovadas para
certificação no Estado subiu para 1.438,
um aumento de 19% em relação a 2010, informa
a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Seapa) |
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A cafeicultura mineira
teve mais um ano de resultados positivos, principalmente
com as vendas externas, e o setor procura se fortalecer
para exportar mais e atender ao mercado interno com produtos
de qualidade.
O número de propriedades
cafeeiras aprovadas para certificação no Estado
subiu para 1.438, um aumento de 19% em relação
a 2010, informa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Seapa).
Conforme explica o assessor especial
de Café da Seapa, Níwton Castro Moraes, a
certificação de propriedades cafeeiras é
realizada por meio do Certifica Minas Café. “Trata-se
de um Programa Estruturador do governo estadual, executado
pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e pela
Emater-MG, instituições vinculadas à
Secretaria, com o objetivo de possibilitar o crescimento
da participação da produção
nos mercados nacional e internacional”, diz Moraes.
A certificação
atesta a conformidade das fazendas produtoras com as exigências
do comércio mundial, possibilitando ao café
mineiro consolidar sua posição e conquistar
novos mercados. De acordo com o assessor, “a crescente
adesão ao programa confirma o interesse dos produtores
em introduzir nas lavouras as boas práticas recomendadas
pelos técnicos, que resultam em safras maiores, de
alta qualidade e, por isso, mais valorizadas, dentro de
um processo produtivo com sustentabilidade ambiental, social
e econômica.”
Moraes explica que a Emater,
em suas unidades que cobrem praticamente todo o Estado,
faz o registro das propriedades interessadas e dá
as orientações para a adequação
às boas práticas. O IMA realiza as auditorias
preliminares para checar os ajustes de acordo com os padrões
internacionais. Concluindo o processo, uma certificadora
de reconhecimento internacional faz a auditoria final e
concede a certificação às propriedades
aprovadas.
Qualidade comprovada
Para Marco Vale, gerente de Certificação
do IMA, o sistema desenvolvido pelo Certifica Minas Café
representa um diferencial de grande importância. “Com
a certificação é possível comprovar
a qualidade de todo o processo produtivo”, observa.
“As propriedades integradas ao programa adotam práticas
de produção que, além de possibilitar
safras maiores e melhores, atendem às normas ambientais
e trabalhistas”, enfatiza o gerente.
De acordo com Vale, atualmente,
há propriedades certificadas em 211 municípios
mineiros, ou seja, a cobertura é de 25% do mapa do
Estado. As lavouras incluídas no programa estão
localizadas em regiões tradicionais de café
como a Zona da Mata, Cerrado, Sul e agora também
na Chapada de Minas com a inclusão de Capelinha,
além da região Norte, com propriedades em
Rio Pardo e Taiobeiras.
Uma das características
do Certifica Minas Café é a crescente inserção
de pequenas propriedades. “A agricultura familiar
já responde por 90% das fazendas de café no
Estado e aquelas que ainda não obtiveram a certificação
têm a oportunidade de aderir e assim ampliar as condições
de comercialização do produto no mercado interno,
além de participar das exportações”,
explica Vale.
“As propriedades certificadas
passam a integrar um cenário novo, pois aumenta o
compromisso com a utilização de boas práticas
de produção e de aperfeiçoamento da
gestão do negócio”, acrescenta o gerente.
“O conjunto de ações necessárias
para obter e manter a certificação, além
de melhorar a qualidade do produto, leva à redução
de custos. Aumenta a aceitação do café
de Minas no mercado interno e externo”, finaliza.
No quadro das exportações
totais do Estado, o café fica atrás apenas
do minério de ferro, posição confirmada
em 2011. Entre janeiro e novembro deste ano, a receita das
exportações mineiras de café alcançou
US$ 5,2 bilhões, cifra 44,9% superior à registrada
em idêntico período de 2010. Foi de 58,4% a
participação do produto nas exportações
totais do agronegócio nos onze meses, que atingiram
US$ 8,9 bilhões.
Os negócios com café
procedente de Minas Gerais, realizados exclusivamente em
novembro de 2011, responderam por 61,7% da cifra total de
US$ 1 bilhão obtida no mês pelos produtos agrícolas
e pecuários do Estado. A cotação média
do produto foi de U$ 5,1 mil a tonelada, valor 48,9% maior
que o registrado no mesmo período do ano passado.
Liderança na produção
Minas Gerais é o maior produtor de café
do Brasil. O Estado responde por 50,2% da safra nacional,
pois a produção mineira prevista para este
ano deve alcançar 22,1 milhões de sacas, segundo
o IBGE. Os dez municípios que apresentam maior produção
de café em Minas Gerais, segundo o IBGE, somam colheitas
de 3,7 milhões de sacas, ou 16,9% da safra mineira
de café.
Esta é a relação:
Patrocínio (Alto Paranaíba), 523,9 mil sacas;
Três Pontas (Sul de Minas), 444,0 mil sacas; Manhuaçu
(Zona da Mata), 435,6 mil sacas; Monte Carmelo (Alto Paranaíba),
412,5 mil sacas; Nepomuceno, Carmo da Cachoeira e Boa Esperança
(Sul de Minas), respectivamente 367,9 mil sacas, 360,0 mil
sacas, e 320,0 mil sacas; Rio Paranaíba (Alto Paranaíba),
291,9 mil sacas; Nova Resende (Sul de Minas), 290,2 mil
sacas; e Araguari (Triângulo), 288,4 mil sacas.
via Agência
Minas