quarta-feira, 4 janeiro, 2012 22:14
Anastasia
intensifica ações para minimizar efeitos das
chuvas no Estado
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Wellington
Pedro/Imprensa MG |
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Antonio
Anastasia e Humberto Viana Filho em Ouro Preto |
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O governador Antonio
Anastasia afirmou, nesta quarta-feira (4), em Ouro Preto,
que o Governo de Minas não poupará esforços
para devolver a normalidade às famílias mineiras
que vivem nas cidades atingidas pelas fortes chuvas.
O governador e o vice
Alberto Pinto Coelho percorreram as áreas mais afetadas
nos municípios de Ubá, Guidoval, Dona Euzébia,
Cataguases, Visconde do Rio Branco e Muriaé, na Zona
da Mata, e ainda Ouro Preto, na região Central do
Estado. Eles estavam acompanhados pelo coordenador estadual
de Defesa Civil e chefe do Gabinete Militar do Governador,
coronel Luis Carlos Dias Martins.
Segundo o governador,
a prioridade é evitar a perda de vidas humanas e
determinou a intensificação dos trabalhos
da Defesa Civil para minimizar os efeitos da chuva. Ele
afirmou que o Estado vai atuar em parceria com as prefeituras
e com o governo federal para garantir os recursos necessários
à reconstrução das cidades.
“O objetivo é
restabelecer a normalidade da vida cotidiana das pessoas,
com a retomada do abastecimento da água, da locomoção,
energia elétrica, da questão relativa a alimentos
e, ao mesmo tempo, minimizar os efeitos das perdas através
de doações que já estão acontecendo,
cestas básicas, colchões, para depois, quando
as águas baixarem, identificarmos de modo preciso
quais são os prejuízos, sua extensão
exata e aí solicitar o apoio ao governo federal para
fazer as obras de recuperação”, afirmou
o governador, durante entrevista, em Ubá.
Ação
imediata
Em Guidoval, uma das cidades mais castigadas, o
governador determinou aos técnicos do Departamento
de Estrada de Rodagem (DER) que o acompanhavam, a imediata
reconstrução da ponte sobre o Rio Pomba, destruída
pela ação das chuvas. A elaboração
do projeto e a empresa responsável pela obra deverão
ser contratadas em caráter emergencial. Uma ponte
provisória deverá ser construída com
a ajuda do Exército. Ele também determinou
a melhoria do acesso da estrada que liga Guidoval ao município
de Dona Euzébia, para garantir a mobilidade dos moradores.
“Determinei de
pronto ao DER a reconstrução imediata da ponte
que permite que a cidade de Guidoval seja ligada ao resto
do Estado, porque ela está isolada neste momento.
Vamos pedir também o apoio ao Exército para
a construção de uma ponte provisória.
São obras emergenciais e vamos gastar o que for preciso
para restaurar, volto a dizer, a normalidade do cotidiano
das pessoas”, disse o governador.
Muriaé foi outra
cidade muita atingida em sua infraestrutura. A força
das águas do Rio Muriaé destruiu casas, pontes
e estradas, arrastou carros e deixou famílias desabrigadas.
O governador assegurou a reconstrução da cidade
e afirmou que apresentará um projeto para dragagem
do rio à ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
“Nós precisamos
agora reconstruir isso, como já fizemos no passado.
Estou apresentando ao governo federal uma proposta de dragagem
dos rios das cidades maiores de Minas Gerais que são
cortadas por rio, como é o caso de Muriaé.
Tenho certeza que o governo federal será sensível
e, também, com recursos do Estado nós vamos
dragar e Muriaé será uma das primeiras cidades,
passadas as chuvas, a ter um serviço de dragagem
aqui”, afirmou.
Ouro Preto
Segundo o governador, Ouro Preto, Cidade Patrimônio
Cultural da Humanidade, também será contemplada
pelo projeto de dragagem de rios e contenção
de encostas a ser apresentado ao governo federal. Ele defendeu
a realização de obras que possam assegurar
soluções mais definitivas, evitando a repetição
dos prejuízos causados pelas chuvas ano após
ano.
“Precisamos de
novos projetos com soluções mais definitivas,
como alguns barramentos no Sul de Minas, a recuperação
de barragens de contenção na Região
Metropolitana de Belo Horizonte e de encostas em cidades
como Ouro Preto e Muriaé, que são constituídas,
aliás como a história indica, com os rios
cortando as cidades ao meio, criadas ao longo de morros
e de encostas em razão da nossa colonização.
Precisamos esperar baixar as águas para mensurar
a real extensão do dano causado. A partir daí,
vamos elaborar os projetos”, disse ele.
Parceria
O vice-governador Alberto Pinto Coelho percorreu
as cidades de Cataguases e Visconde do Rio Branco, acompanhado
do secretário executivo da Cedec, tenente-coronel
Eduardo Reis. Alberto Pinto Coelho destacou a boa estrutura
da Defesa Civil Municipal de Cataguases, e o trabalho em
parceria com a Cedec, além das ações
preventivas realizadas pela prefeitura, como pontos a serem
observados por outros municípios.
“O Governo Estadual
está atento e busca levar todos os recursos possíveis
àquelas cidades atingidas, tanto no que diz respeito
a ações emergenciais quanto às que
devem ser levadas adiante para evitar que situações
se repitam no futuro. Entretanto, é fundamental que
os municípios façam parte também desse
esforço. Cataguases é um bom exemplo dos efeitos
positivos que uma mobilização consciente e
coordenada pode ter. Apesar dos danos, não tivemos
perdas de vidas humanas. Isso graças a uma defesa
civil municipal bem preparada para ordenar e colocar em
prática planos de contigenciamento que incluem identificação
e remoção da população que vivem
em áreas de risco”, disse ele.
Em Visconde do Rio Branco,
o vice-governador percorreu as ruas centrais da cidade,
às margens do rio Xopotó, onde conversou com
moradores e garantiu o apoio do Governo do Estado à
população.
“Temos de acompanhar
o mais de perto possível o que acontece com os mineiros,
principalmente em situações como a atual,
para podermos buscar soluções que confortem
e tragam resultados positivos para nossa população”,
afirmou o vice-governador.
O secretário
nacional de Defesa Civil, Humberto de Azevedo Viana Filho,
destacou o papel desempenhado pela defesa civil mineira,
lembrando que o sistema de monitoramento reduziu as consequências
das chuvas. “A quantidade de água que caiu
levava a crer que tivéssemos um número maior
de óbitos e maiores problemas. O sistema de monitoramento
do Estado permite uma eficiência maior do sistema
de defesa civil”, afirmou.
via
Agência Minas
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MG 2012 |
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