quarta-feira, 4 janeiro, 2012 22:23
Presos
e agentes penitenciários ajudam comunidades afetadas
pelas chuvas na Zona da Mata
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Divulgação/Seds |
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Em
Barão do Rio Branco, presos ajudam na limpeza
e desobstrução de ruas e na destinação
correta de móveis destruídos pelos temporais |
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Quarenta detentos dos
presídios de Visconde do Rio Branco e Muriaé,
na Zona da Mata, trabalham, desde segunda-feira (2), nas
áreas afetadas pelas chuvas nas cidades.
Em cada município,
20 detentos colaboram com retirada e destinação
correta de móveis destruídos pelos temporais,
no desentupimento de bocas de lobo e na limpeza e desobstrução
de ruas.
Os detentos do Presídio
de Visconde do Rio Branco trabalham para a prefeitura desde
fevereiro de 2009, quando foi firmado um convênio
com a unidade prisional. Para amenizar o efeito destrutivo
das chuvas, eles foram alocados no bairro Barreiro e na
avenida São João Batista, locais fortemente
atingidos. Pelo trabalho, autorizado pela Vara de Execução
Penal, eles recebem remição de pena –
a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento
da sentença – e ¾ do salário
mínimo. Mais do que isso, dão a sua contribuição
para a sociedade, em um momento em que toda ajuda é
benvinda.
Alexandre Célio Barbosa,
de 35 anos, é um dos presos de Rio Branco que ajuda
na limpeza da cidade. Ele conta que estava trabalhando na
faxina dentro do presídio e se ofereceu para auxiliar
no trabalho externo, para ajudar as pessoas que perderam
seus bens por causa das chuvas. “Estamos vendo o sofrimento
do povo. Eu nunca vi uma situação parecida,
tem gente que perdeu tudo. É muito triste, corta
o coração. Nós estamos ajudando, fazendo
a nossa parte”, disse.
Além de ceder a mão-de-obra
dos detentos, a unidade prisional criou um posto de coleta
de água mineral, colchões e vestuários,
que serão doados às famílias atingidas
pela chuva. De acordo com o diretor-geral do presídio,
Alan Neves Ladeira Rezende, a ideia é que, após
o período chuvoso, os presos possam trabalhar, também,
na reconstrução de pontes, ruas e prédios
públicos. “Temos nossos problemas internos,
mas o bem coletivo tem que prevalecer”, disse.
Ponte Nova
No Complexo Penitenciário de Ponte Nova cerca de
50 agentes penitenciários se colocaram, voluntariamente,
à disposição da Defesa Civil na cidade.
Eles estão auxiliando na movimentação
de pessoas, transporte em botes salva-vidas, socorro em
situações de risco, resgate, entre outros.
Todos os agentes que estão
participando da ação fizeram curso de brigadista,
promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
Ubá e Guidoval
Quarenta presos do Presídio de Ubá
vão trabalhar, nos próximos dias, na reconstrução
da cidade de Guidoval, que está submersa desde o
início da semana. O grupo espera a água abaixar
para ajudar na retirada de lama e no desentupimento de bueiros.
A unidade prisional também está realizando
uma campanha de doação de roupas e alimentos
que serão doados para a Defesa Civil do município
vizinho.
via
Agência Minas
| Leia
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MG 2012 |
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