sexta-feira, 6 janeiro, 2012 0:51
Força-tarefa
para ajudar municípios da Zona da Mata
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Carlos
Alberto/Secom MG |
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Caminhões
da Cedec com mantimentos foram enviados a Guidoval |
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A redução
das chuvas e a baixa do nível das águas do
rio Xopotó, permitiram, nesta quinta-feira (5), que
as equipes da defesa civil de Minas Gerais intensificassem
o trabalho de atendimento à população
de Guidoval, na Zona da Mata mineira.
A estrada que liga a
cidade a Visconde do Rio Branco foi desobstruída,
o que possibilitou a chegada dos primeiros caminhões
com alimentos, água, colchões, material de
limpeza e agentes de saúde iniciaram o trabalho de
vacinação da população.
Voluntários se
juntaram a integrantes da força-tarefa do Governo
de Minas para auxiliar no descarregamento dos caminhões
e armazenamento dos produtos nas salas de aula da Escola
Estadual Coronel Joaquim Martins.
A entrega do material
será feita porta a porta e está sob responsabilidade
da equipe de assistência social do município.
Cerca de 150 pessoas, entre técnicos da Defesa Civil,
da Gerência Regional de Saúde em Ubá,
da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), policiais
militares e do Corpo de Bombeiros Militar, servidores do
Departamento de Estradas de Rodagem (DER) estão em
Guidoval para prestar auxilio à população
atingida, ao lado de servidores da prefeitura local e de
municípios vizinhos.
Também os serviços
públicos – fornecimento de água, telefonia
e energia elétrica – começaram a ser
normalizados. Na casa de Dona Alda Rodrigues Jorge, 79 anos,
e Sebastião Jorge, 75 anos, localizada no centro
da cidade, já tem água e luz. A Cedec contava,
na tarde desta quinta-feira, 102 desabrigados. Quatro abrigos
foram instalados para receber aqueles que foram obrigados
a deixar suas residências e não tiveram para
onde ir. Sebastião Jorge conta que nunca antes tinha
acontecido nada igual na cidade. Dados ainda preliminares
apontam para a existência de cem casas destruídas
e outras 400 danificadas. "Nasci na zona rural e vim
para Guidoval aos seis anos de idade. A ponte que caiu tinha
mais de 100 anos", conta.
Um posto de saúde foi
instalado na unidade do Centro de Referência de Assistência
Social (Cras), que foi abastecido com medicamentos transportados
por helicóptero e barco. Vinte e seis profissionais
da área da saúde, entre eles médicos
e enfermeiros, revezam no atendimento à população.
Estão disponíveis vacinas contra difteria
e tétano.
Este é o momento da assistência
humanitária, quando as pessoas recebem roupas, alimentos,
kit higiene, até que a situação seja
normalizada. “Nesta fase também é realizada
a reabilitação de cenário, com o restabelecimento
dos serviços de água, luz, telefone e a limpeza
da área”, explicou o secretário executivo
da Cedec, tenente-coronel Eduardo Reis, que está
em Guidoval coordenando as ações de atendimento
à população.
Paralelamente, começam
os trabalhos de avaliação e extensão
dos danos, trabalho realizado pela Coordenação
Municipal de Defesa Civil (Comdec) da Prefeitura, com a
orientação e o apoio do Corpo de Bombeiros
e a Cedec-MG. São feitas vistoriais e preenchidos
relatórios que, posteriormente, são encaminhados
junto com projetos de recuperação, ao governo
federal, para a obtenção de recursos para
a reconstrução das áreas destruídas
e recuperação dos equipamentos – casas,
pontes, estradas, prédios públicos –
danificados.
No fim da tarde de hoje, eles
se reuniram no Posto de Comando da Defesa Civil, instalado
ao lado do ginásio poliesportivo, para um balanço
das atividades do dia e para o planejamento das ações
do dia seguinte. Para esta quinta-feira, eles tinham programado
18 ações. De acordo com o major Anderson,
responsável pelas operações da Cedec-MG,
os objetivos foram alcançados totalmente ou parcialmente.
“Essas avaliações
e planejamento evitam ações improvisadas,
dando mais eficiência ao trabalho, já que antecipa
possíveis demandas da população”,
disse. Desde a terça-feira passada, cerca de 50 ações
foram planejadas e executadas.
Além da equipe
da Cedec-MG, participaram da reunião representantes
da PM, Corpo de Bombeiros, prefeitura municipal, técnicos
da Copasa, Banco do Brasil, Oi, entre outros. Segundo o
prefeito Hélio Lopes dos Santos, o trabalho vem evoluindo
bem. “Esperamos que esse momento difícil passe
o mais rápido possível”, disse.
via
Agência Minas
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MG 2012 |
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