segunda-feira, 9 janeiro, 2012 11:27
Feiras
da Economia Popular Solidária movimentam 167 municípios
em todo o Estado
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Divulgação/Sete
MG |
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Feira
da Economia Popular Solidária movimentou Araçuaí
em setembro passado |
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Em 2011, o Governo de
Minas, por meio da Secretaria de Trabalho e Emprego, buscou
fomentar e fortalecer os empreendimentos econômicos
solidários e suas redes e cadeias de produção,
comercialização e consumo, com base nas diretrizes
e princípios do comércio justo e solidário.
O apoio à comercialização
foi empreendido por meio da realização de
12 feiras regionais da Economia Popular Solidária,
que funcionam como espaços de geração
de trabalho e renda e de exercício de autonomia para
seus integrantes.
Para a artesã de Tiradentes,
Luzia Batista da Silva, as feiras, muito além de
aumentar a visibilidade do empreendimento e as vendas dos
produtos, proporcionam o intercâmbio de informações
e o convívio com as mais diversas representações
culturais. “Essa não é somente uma forma
de economia, é um conjunto de descobertas de talentos
e a oportunidade de conhecer pessoas, municípios
e diferentes tipos de arte”, considera.
Essa opinião é
compartilhada com o facilitador estadual do Projeto Rede
de Desenvolvimento, da ONG Visão Mundial, Najane
Pinheiro. Para ele, as feiras também são oportunidades
para obter a valorização do público,
que é apresentado a novas técnicas e produtos.
“Trabalhamos com grupos de mulheres que se sustentam
com o artesanato. Por meio de oficinas, elas aprendem novas
técnicas, resgatam outras bem antigas e trocam experiências.
A exposição na feira é a consolidação,
a apresentação do produto final do nosso trabalho
e o reconhecimento do público que compra nossos artigos”,
afirma.
Os empreendimentos de Economia
Popular Solidária são iniciativas da sociedade
civil que visam à geração de produto
ou serviço, por meio da organização,
cooperação, gestão democrática,
solidariedade, distribuição equitativa das
riquezas produzidas coletivamente, autogestão, desenvolvimento
local integrado e sustentável, respeito ao equilíbrio
dos ecossistemas, valorização do ser humano
e do trabalho e do estabelecimento de relações
igualitárias entre homens e mulheres. Fazem parte
dessa prática os empreendimentos econômicos
solidários organizados coletivamente por trabalhadores
em diversos ramos de atividades, como alimentação,
artesanato, confecção e calçados.
O secretário Adjunto de
Estado de Trabalho e Emprego, Hélio Rabelo, destaca
que o Governo de Minas está investindo na formação
e assistência técnica dos empreendedores, além
de liberação de crédito com baixa tributação.
“O que vemos aqui são produtos especiais, diferentes
e únicos de cada região. Não estamos
trabalhando apenas pelas feiras, mas também pela
certificação dos produtos e qualificação
dos artesãos”, declara.
A Política Estadual de
Fomento à Economia Popular Solidária é
desenvolvida pela Sete, em parceria com o Conselho Estadual
de Economia Popular Solidária, o Fórum Mineiro
de Economia Popular Solidária e as prefeituras.
As feiras em números
Em 2011, foram realizadas feiras nas cidades de
Araçuaí, Alfenas, Almenara, Belo Horizonte,
Governador Valadares, Janaúba, Juiz de Fora, Lavras,
Montes Claros, Paracatu, Teófilo Otoni e Uberlândia,
com investimentos do governo mineiro, da ordem de R$ 886.042,31.
No total, participaram das feiras 462 empreendimentos de
167 municípios, com média de ganho por empreendimento
de R$ 368,24, com a maior renda em Lavras (R$ 773,20).
Os produtos mais ofertados foram
no setor de confecção (34%), seguidos pelos
do setor de artesanatos (32%). Entre os mais procurados,
estão os produtos alimentícios (40%), também
seguidos pelos artesanatos (33%).
Durante os eventos, foi realizada
pesquisa com os empreendedores e consumidores sobre a efetividade
e resultado das feiras. Dos empreendedores participantes,
67% disseram que as suas expectativas foram atendidas e
86% ficaram satisfeitos com sua organização.
Entre os visitantes, 84% disseram ter tido as expectativas
atendidas e 72% encontraram os produtos que desejavam.
via
Agência Minas