segunda-feira, 9 janeiro, 2012 21:27
Saúde
orienta sobre doenças transmitidas pela água
contaminada
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Carlos
Alberto/Imprensa MG |
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A Secretaria Estadual de Saúde
orienta sobre a limpeza dos imóveis inundados após
as enchentes e os cuidados para evitar doenças transmitidas
por meio das águas contaminadas.
A enxurrada e a lama dos locais
afetados pelas chuvas podem ter sido contaminadas pela urina
de roedores, sobretudo ratos e camundongos que podem estar
infectados pela bactéria leptospira.
“O risco aumenta quando
a população retorna às casas para a
limpeza, podendo entrar em contato com o material contaminado.
Nesse momento, é fundamental o uso de luvas e botas
de borracha ou sacos plásticos duplos amarrados nas
mãos e nos pés. Toda a água e a lama
remanescentes devem ser removidas”, aponta a coordenadora
Estadual de Vigilância Ambiental, Mariana Gontijo.
A limpeza das paredes e do piso
deve ser feita com solução de água
sanitária. A cada 20 litros de água deve-se
adicionar um copo de 200ml de água sanitária.
“A água contaminada não pode ser utilizada
para beber, lavar a louça ou para a preparação
de alimentos”, reforça a coordenadora.
Caso o fornecimento de água
esteja comprometido, outras fontes podem ser utilizadas:
a água deve ser fervida durante 1 a 2 minutos. Em
seguida, “bata” a água passando de uma
vasilha limpa para outra vasilha limpa; adicione duas gotas
de hipoclorito de sódio 2,5% para cada litro de água
e aguarde 30 minutos antes de consumi-la; ou consuma água
engarrafada (água mineral).
Outros cuidados importantes são
com o manejo adequado do lixo e o armazenamento correto
de alimentos, que podem evitar o acesso e a presença
de roedores, principal vetor da leptospirose. As residências
e arredores devem ser mantidos limpos, livres de entulho,
lixo e de mato. Os buracos e frestas devem ser vedados.
O apoio técnico nas medidas de desratização
é fornecido pelas secretarias municipais de Saúde.
A limpeza das caixas d'água
e o tratamento dos poços devem seguir as orientações
dos agentes municipais de saúde. As unidades básicas
de Saúde dos municípios que sofreram com as
inundações devem ficar em alerta com a ocorrência
de casos suspeitos de leptospirose, bem como o seu tratamento
precoce, evitando, assim, o óbito.
Doenças
Além da leptospirose, as chuvas favorecem
a transmissão da dengue no período de estiagem
e os acidentes com animais peçonhentos. “Com
relação à dengue, reforçamos
as medidas de controle, com a eliminação de
possíveis criadouros. Sobre animais peçonhentos,
o que acontece é que as chuvas desalojam esses animais
de seus abrigos e durante o momento da limpeza pode haver
acidentes, sobretudo com escorpiões”.
Higiene é fundamental
Boas práticas de cozimento e ingestão de água
potável são fundamentais para evitar as doenças
diarreicas agudas (DDAs). "A doença diarreica
aguda é causada por diferentes agentes etiológicos,
como bactérias, vírus e parasitas. Entre os
sintomas mais comuns está o aumento do número
de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca
consistência. Em alguns casos, há presença
de muco e sangue. Podem ainda ser acompanhadas de náusea,
vômito, febre e dor abdominal", esclarece a referência
técnica em Vigilância Epidemiológica
de Doenças Transmissíveis por Alimentos e
Água, Renata Boldrini.
No geral, explica a técnica,
as DDAs são autolimitadas, ou seja, encerram-se sozinhas,
com o próprio sistema de defesa do organismo combatendo
o agente infeccioso, fazendo com que a doença desapareça.
Podem ter duração de um a 14 dias. "O
que preocupa, nesses casos, é que ocorre muita desidratação,
fazendo com que a pessoa possa ficar em choque e até
chegar a óbito nos casos mais graves".
Quando a pessoa tem sintomas
de doença diarreica aguda, deve hidratar-se e procurar
uma unidade de saúde o quanto antes. “O tratamento
é feito com maior ingestão de líquidos,
bem como os sais de reidratação que são
distribuídos pelos serviços de saúde
aos pacientes. A princípio, não há
restrições à dieta dos pacientes”,
salienta.
Renata destaca que em situações
de enchentes e inundações ocorre maior risco
de doenças transmitidas pela água contaminada,
também, pela ingestão. “Tal fato pode
levar à ocorrência de doenças como hepatite
A e E, febre tifoide”. Nessas situações,
até mesmo o tétano pode ocorrer, visto que
as pessoas podem se ferir com cacos de vidro ou pedaços
de metal.
Recomendações
Os sintomas dessas doenças são muito parecidos.
Os mais frequentes são: febre alta, dor de cabeça,
náuseas, dores musculares, principalmente nas panturrilhas
(batata-da-perna), podendo ou não ocorrer icterícia
(coloração amarela em mucosa e pele). No caso
de aparecimento desses sinais, o paciente deve procurar
imediatamente um serviço de saúde mais próximo
de sua casa.
“É importante que
seja relatado se houve, por exemplo, contato com lama e
água de enchentes, para que o profissional de saúde
possa ter mais informações para fazer um diagnóstico
preciso”, ressalta Mariana Gontijo.
via
Agência Minas
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MG 2012 |
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