quarta-feira, 18 janeiro, 2012 12:26
Novas
regras para a agroindústria caseira rural beneficiam
pequenos produtores
|
|
| |
|
|
| |
Emater
MG/divulgação |
|
| |
 |
|
| |
Quitandas
fabricadas por produtores do PAA de Santa Bárbara
do Leste |
|
| |
|
|
Agroindústrias
rurais de pequeno porte podem sair da informalidade e ampliar
o mercado para suas produções, com a regulamentação
da Lei 19.476/11, que trata da habilitação
sanitária específica para estes empreendimentos.
O objetivo do Estado
com as novas regras é melhorar a renda do agricultor
familiar, sem abrir mão da qualidade dos produtos
oferecidos ao consumidor. Antes, as leis em vigor no país
dificultavam a habilitação das pequenas agroindústrias.
Aproximadamente 45 mil produtores, que se dedicam à
atividade serão beneficiados com a nova legislação.
O empreendimento considerado como agroindústria rural
de pequeno porte é aquele de propriedade ou gestão
de agricultor familiar. Deve estar localizado no meio rural,
a área útil construída não deve
ultrapassar os 250m² e a mão de obra deve ser
predominantemente familiar.
De acordo com a coordenadora de Agregação
de Valor e Geração de Renda da Secretaria
de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Seapa), Ana Helena Junqueira Cunha, pela falta de uma legislação
específica, os agricultores familiares tinham como
parâmetros a legislação que regulamenta
as indústrias de grande porte. “Isso dificultava
a formalização e adequação sanitária
dos pequenos empreendimentos, devido aos altos custos de
implantação”, explica.
Termo de Compromisso
De acordo com as regras de transição, regulamentadas
pelo Decreto 45.821/11, o produtor que assinar o Termo de
Compromisso, visando à habilitação
sanitária do empreendimento junto ao Instituto Mineiro
de Agropecuária (IMA), terá prazo de até
dois anos para se regularizar, contados a partir da assinatura
do documento. Os técnicos da Emater-MG e do IMA vão
vistoriar as instalações e indicar as adequações
necessárias, que podem se feitas por etapas, até
o fim do período estipulado.
Segundo a coordenadora da Seapa, a partir da assinatura
do Termo de Compromisso, o produtor terá um número
de cadastro provisório e poderá comercializar
a produção, com emissão de nota fiscal
e sem risco de ter a produção apreendida.
“Com os estabelecimentos ajustados às regras
sanitárias e devidamente cadastrados, os produtores
poderão conquistar novos mercados dentro do Estado
e ainda participar de programas federais, como o Programa
Nacional de Alimentação Escolar, responsável
pela compra de produtos da agricultura familiar para as
escolas públicas”, informa a coordenadora.
Para obter a habilitação, as agroindústrias
rurais precisam cumprir algumas exigências, como serem
construídas com material aprovado pelo órgão
oficial competente; possuírem local adequado para
coleta de resíduos, isolado da área de produção;
o piso deve ser impermeável, de material resistente
e de fácil higienização, com declividade
suficiente para escoamento à rede de esgoto; as janelas
devem ter proteção antipragas; os equipamentos
e utensílios devem ser de fácil higienização,
resistentes à corrosão, não tóxicos
e não permitir o acúmulo de resíduos.
via http://www.agenciaminas.mg.gov.br
Leia também:
Frutas
e cachaça de Minas na Fruit Logística 2012
Assentados
em Uberlândia receberam curso de plantio de hortaliças
Exportaminas
coordena participação de produtores do Jaíba na Fruit Logística
Para
tirar agricultores familiares da informalidade
Novas
regras para a agroindústria caseira rural beneficiam pequenos produtores
Produção
de oleaginosas pela agricultura familiar será ampliada no Estado
Banana orgânica
do Jaíba alcança o mercado de São Paulo
Missão
mineira participa de feira internacional de frutas em Berlim
Anastasia autoriza
troca de sistemas de irrigação em Jaíba