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quarta-feira, 3 julho, 2013 23:00

Volume recorde de produção do Queijo Minas Artesanal

Divulgação/Emater Medeiros
A queijaria da cidade de Medeiros segue as normas do IMA para a produção do Queijo Minas Artesanal

Cidades mineiras registram volume recorde de produção do Queijo Minas Artesanal. Relação de produtores rurais cadastrados no Programa do Queijo Artesanal em Minas Gerais, conforme levantamento do Instituto Mineiro de Agropecuária, aponta a cidade do Serro como a recordista no cadastramento de produtores.

O segundo lugar é do município de Medeiros e o terceiro, é Sabinópolis. Juntas, essas três cidades têm 34% dos cadastros do Estado.

Serro, Medeiros e Sabinópolis são recordistas no cadastro de produtores do Queijo Minas Artesanal. Dos 255 produtores cadastrados em Minas Gerais, Serro tem 33, Medeiros, 28 e Sabinópolis, 25. Juntas, as cidades têm 34% dos cadastros do Estado

A lista de produtores rurais cadastrados no Programa do Queijo Minas Artesanal em Minas Gerais, atualizada em junho pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), aponta a cidade do Serro como a recordista no cadastramento de produtores. O segundo lugar é do município de Medeiros e o terceiro, é Sabinópolis.

Segundo a coordenadora Técnica do Queijo Minas Artesanal da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Marinalva Soares, existem 255 produtores cadastrados no estado. “A planilha contempla os que estão com as queijarias em funcionamento”. Desses 255, Serro tem 33 produtores cadastrados, Medeiros tem 28, e Sabinópolis, 25.

Juntas, as três cidades têm 34% de produtores cadastrados em Minas Gerais. Entre as cinco regiões mineiras tradicionais na produção do Queijo Minas Artesanal (Araxá, Campos das Vertentes, Cerrado, Serro e Canasta), Serro está na frente, com duas cidades entre as três primeiras: Serro e Sabinópolis, primeiro e terceiro lugares no cadastramento.

Pela legislação estadual vigente, o Queijo Minas Artesanal pode ser produzido em toda Minas Gerais, mas as regiões do Cerrado, Araxá, Canastra, Serro e Campo das Vertentes possuem o título de produtores tradicionais. Os queijos das regiões Canastra e Serro já possuem Indicação Geográfica (IG).

Queijos artesanais sustentam quase mil produtores no Serro
A base econômica da região de Serro é a pecuária de leite. A cadeia produtiva tem valor especial na cidade. “O Queijo Minas Artesanal é uma cultura passada de pai para filho”, diz a extensionista da Emater-MG, Edna Silva. Além da tradição, os queijos artesanais são a principal fonte de sustento de quase mil pecuaristas da região do Serro, sendo que a maioria, 76%, são produtores familiares.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as queijarias do Serro produzem cerca de 380 toneladas por mês. O valor do queijo oscila entre R$ 10 a R$ 15. Segundo a técnica da Emater-MG no município, Edna Silva, a renda é suficiente para melhorar as condições de vida do produtor.

Segundo informa, os produtores do Serro se empenham na comercialização legal do Queijo Minas Artesanal fora do estado. “Essa conquista será efetivada adequando as instalações à legislação vigente. Assim, o produto alcançará o preço justo para a comercialização. Mas essa é uma dificuldade para o produtor”. Entretanto, segundo informa, a Emater-MG vem cumprindo o papel de agente facilitador, orientando o produtor a cumprir a legislação vigente, a ter assistência técnica nas Boas Práticas de Fabricação e Ordenha, e informando sobre a importância da obtenção da IG. Outra meta comum é divulgar a importância da tradição e da cultura atreladas ao produto.

“O Queijo Minas Artesanal é um bem de natureza imaterial e, merecidamente, recebeu o quarto registro de Patrimônio Cultural do Brasil pelo Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro”. Edna Silva lembra que o município sempre foi destaque em concursos do Queijo Minas Artesanal em níveis municipal, regional e estadual, classificando seus queijos e vencendo a maioria deles.

Queijo de Medeiros tem tradição de mais de 200 anos
A região da Canastra é mundialmente conhecida por ser a nascente do Rio São Francisco, e Medeiros se destaca ainda mais por ser o detentor da nascente. Esse fator, por si só, valoriza ainda mais o queijo produzido há mais de 200 anos no município e na região da Canastra. Além disso, o grande diferencial de Medeiros são os grandes parceiros que os produtores conseguiram para divulgar o produto.

“Desde 2002, quando a Lei 14.185, que dispõe sobre as normas de produção do Queijo Minas Artesanal, foi aprovada, a Emater-MG tem montado todo o processo de cadastramento das queijarias, desde a locação na propriedade, tratamento da água, encaminhamento de queijos e água para análises, implantação das Boas práticas de Fabricação, até a entrega dos documentos pertinentes ao cadastramento no IMA”, informa o zootecnista e extensionista da Emater-MG, Alberto Schwaiger Paciulli.

A cadeia produtiva do leite em Medeiros é a principal economia da cidade. O município produz entre 85 e 90 mil litros de leite por dia. Desse leite, 90% são convertidos em Queijo Minas Artesanal Canastra. A média de produção diária em número de queijos por propriedade está na faixa de 19 queijos por propriedade. “Na microrregião da Canastra, o município é o que mais realizou concursos municipais. De 1972 a 2013 foram 18 concursos. Nos regionais e estaduais, sempre ficou classificado entre os primeiros lugares. No 6o concurso estadual realizado este ano, na Superagro, Medeiros ficou em terceiro lugar” destaca Paciulli.

Estima-se que existam em Medeiros cerca de 400 produtores de Queijo Minas Artesanal Canastra, com uma produção total diária de 8 a 9 toneladas, numa média de 240 a 270 toneladas de queijo canastra por mês. A meta da Emater-MG é cadastrar mais cinco produtores até o final do ano. Paciulli diz que muitos produtores têm resistência ao cadastramento, mas a Emater-MG vem divulgando sua importância, pois um queijo não cadastrado é vendido ao intermediário por R$ 7 e R$ 7,50, enquanto o produtor cadastrado que consegue agregar valor ao seu produto, vende à R$ 25, R$ 30. “Vende em menos quantidade, mas o retorno é maior por causa do preço”, garante.

Produtores familiares são maioria em Sabinópolis
Assim como nos municípios do Serro e Medeiros, em Sabinópolis, no Leste de Minas, a pecuária de leite é a principal fonte de renda da cidade. A cadeia produtiva do Queijo Minas Artesanal gera cerca de R$ 190 mil por mês, sendo que 21 dos 25 produtores cadastrados são agricultores familiares. As queijarias produzem em média de 20 mil quilos de queijo por mês.

Essa produção gera 250 empregos diretos. Segundo dados da Emater-MG, em Sabinópolis, há 115 produtores. Eles produzem 12 mil queijos por semana. A estimativa é que o agricultor familiar produtor do Queijo Minas Artesanal tenha renda mensal de R$ 8 mil.

Inserido na microrregião do Serro, Sabinópolis está em processo de formação da Indicação Geográfica (IG). Segundo informa o técnico da Emater, Iduardo Pires dos Santos , “o papel da Emater-MG nesse processo é a capacitação do produtor, além do acompanhamento na construção das queijarias”.

O Queijo Minas Artesanal produzido em Sabinópolis pode ser encontrado nos Mercados Centrais de Belo Horizonte e Ipatinga, e na Cooperativa do Serro. Os consumidores da capital podem encontrar o queijo de Medeiros no Mercado Distrital do Cruzeiro, no Box Laticínios Royal, em mercados de pequeno porte e no Mercado Central. Já o Queijo Minas Artesanal do município do Serro pode ser encontrado nas grandes redes de supermercados e em todo o comércio varejista.

via Agência Minas

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