Cresce participação
da mulher no mercado de trabalho
quinta-feira, 5 março, 2009 20:02
A taxa de participação
das mulheres no mercado de trabalho [proporção
que participa como ocupada ou desempregada] voltou a crescer,
ao passar de 55,1% para 56,4%, entre 2007 e 2008, segundo
estudo da Fundação Seade e do Dieese.
Esse aumento ocorreu em todos
os grupos de idade, escolaridade, raça e posição
no domicílio, mas atingiu particularmente as mulheres
de 50 a 59 anos, as que possuíam pelo menos o ensino
fundamental completo, as cônjuges e as filhas.
As taxas de desemprego total
feminina e masculina diminuíram pelo quinto ano consecutivo.
Entre as mulheres, passou de 17,8%, em 2007, para 16,5%,
em 2008, e, para os homens, decresceu com mais intensidade,
assim como nos três anos anteriores, chegando a 10,7%.
Para as mulheres, o nível de ocupação
cresceu mais do que para os homens, principalmente nos setores
de Serviços e Comércio.
Em 2008, o rendimento médio
real por hora das mulheres ocupadas apresentou pequena variação
negativa em relação ao ano anterior [-0,9%]
e passou a corresponder a R$ 5,76, valor que equivale a
76,4% daquele auferido pelos homens [R$ 7,53]. Para estes,
houve ligeiro aumento de 1,0%, o que ampliou a diferença
entre os dois rendimentos.
Filhos
A Fundação Seade
e o Diesse divulgaram ainda um segundo estudo, avaliando
como o tipo de arranjo familiar diferencia a inserção
de cônjuges ou mulheres chefes de família no
mercado de trabalho. O trabalho considerou a existência
ou não de filhos e a condição de atividade
do chefe de família, entre outros que possam ser
importantes para a entrada e permanência dessas mulheres
no mundo do trabalho.
A análise de alguns resultados
permitiu afirmar que a existência de filhos não
impede a participação feminina no mercado
de trabalho, mas parece influenciar quando estes são
menores de um ano de idade.
Mulheres chefes de família
e cônjuges, com ou sem filhos, empregam-se mais como
assalariadas, depois no serviço doméstico
e, em terceiro, como autônomas. Já entre as
mulheres que moravam sozinhas, a segunda forma de inserção
era de autônoma.
Os dados foram retirados da Pesquisa
de Emprego e Desemprego da Fundação Seade
e do Dieese para o biênio 2007/2008.
Íntegra:
http://www.seade.gov.br/master.php?opt=abr_not¬a=1080
Da
Fundação Seade
Governo
do Estado de São Paulo
Sala de Imprensa