sexta-feira,
6 março, 2009 18:29
Mulheres
recebem até 34% menos do que os homens
Brasil é o país
com a maior defasagem
O dado é da Confederação
Internacional dos Sindicatos. Apesar do crescimento do número
de trabalhadoras no mercado de trabalho no último
ano – mulher 56,4% e homem 72% -, a discrepância
entre salários ainda permanece em todos os setores.
De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Socioeconômicos), rendimento médio
por hora das mulheres apresentou variação
negativa de 0,9%, contra 1% de aumento dos homens, em 2008.
Mesmo após os avanços
das conquistas femininas no mercado de trabalho, as mulheres
ainda sofrem com preconceitos e diferenças. Predominantemente
masculino, o setor de energia elétrica tem, nos últimos
anos, aberto espaço para as mulheres nas áreas
administrativa, técnica e operacional das empresas
de geração, transmissão e distribuição
de energia elétrica.
Entretanto, a disponibilidade
de vagas não é o suficiente para acabar com
a discriminação. Pesquisa realizada em 20
países pela Confederação Internacional
dos Sindicatos indica que no Brasil é onde existe
a maior variação entre salários de
homens e mulheres, com 34% de diferença.
No setor eletricitário,
em grande parte das companhias, o salário inicial
é igual para ambos os sexos. A desigualdade aparece
quando há aumentos de salários e promoções.
“A sociedade como um todo tem que agir contra essa
discriminação. Se dois profissionais exercem
funções e jornada de trabalho iguais, devem
receber o mesmo salário; isso é lei”,
pondera o presidente do Sindicato dos Eletricitários
de São Paulo, Carlos Reis.
Além da diferença
nos salários, as mulheres são alvos constantes
de outros dois crimes: assédio moral e sexual. “Há
casos em que as trabalhadoras são ameaçadas
se exigirem seus direitos. É preciso que haja uma
campanha mais intensa para que todas tenham consciência
do problema e não aceitem mais esse tipo de agressão
mental”, alerta o sindicalista.
“Nós defendemos
que as profissionais tenham, na prática, os mesmos
direitos, benefícios e tratamento que os homens.
Nesse dia tão significativo, é importante
destacar o valor do trabalho feminino para o desenvolvimento
da sociedade e conseguir, de verdade, igualar os direitos”,
declara Carlos Reis.
Dia Internacional da
Mulher
O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8
de março, é festejado em diversos países.
Decretado em 1975 pela Organização das Nações
Unidas (ONU), representa não apenas o reconhecimento
da luta histórica pelos direitos das mulheres, como
também simboliza a batalha diária que enfrentam.
Sindicato dos
Eletricitários de São Paulo
www.eletricitarios.org.br
Ricardo Viveiros & Associados - Oficina da Comunicação