Minas Gerais
investe em ações de saúde para as mulheres
sexta-feira,
6 março, 2009 18:29
Em um só lugar,
Lucimar de Oliveira Silva, 27 anos, moradora da zona rural
de Leopoldina, na Zona da Mata mineira, mãe de quatro
crianças e aguardando a chegada do quinto filho,
pode fazer o pré-natal, receber informações
sobre aleitamento e desnutrição infantil e
saber sobre planejamento familiar. Esse é mais um
dos benefícios implantados em Minas para promover
e resguardar a saúde da mulher. Desde 2003, todas
as ações voltadas à saúde da
mulher, criança e adolescente foram sistematizadas
no Programa de Redução da Mortalidade Infantil
e Materna, o Viva Vida.
A iniciativa está focada em algumas atividades prioritárias,
como a atenção ao planejamento familiar, ao
pré-natal, ao parto, ao puerpério, à
criança de zero a um ano de idade. Além disso,
são desenvolvidas ações de atenção
à saúde da criança, incentivo ao aleitamento
materno, acompanhamento da criança, a triagem neonatal,
a vacinação e o controle de doenças
prevalentes na infância.
Foram estabelecidas como meta do Viva Vida, para o período
de 2003 a 2006, a redução da taxa de mortalidade
infantil em 25% e a diminuição da razão
de morte materna em 15%. Com a continuidade do programa
no quadriênio de 2007-2010, ele assumiu o status de
Projeto Estruturador do Governo de Minas e teve suas metas
revistas para a queda de 15% tanto da taxa de mortalidade
infantil quanto a da razão de morte materna.
De acordo com dados parciais de 2008 da Secretaria de Estado
de Saúde (SES/MG), a razão de morte materna
em 2003 era de 39,31 para cada 100 mil nascidos vivos. Já
em 2008, a razão caiu para 28,20. A taxa de mortalidade
infantil reduziu de 17,55 por mil nascidos vivos em 2003,
para 13,69 em 2008.
Centros Viva Vida
Outra benefício do programa é a implementação
dos centros Viva Vida de Referência Secundária.
O objetivo de um centro é organizar o atendimento
especializado nas áreas de saúde sexual e
reprodutiva e prestar assistência à criança
de risco. Já foram instalados 16 unidades em todo
o Estado: em Brasília de Minas, Capelinha, Frutal,
Governador Valadares, Itabirito, Janaúba, Januária,
Juiz de Fora, Lavras, Santo Antônio do Monte, São
Lourenço, Sete Lagoas, Taiobeiras, Leopoldina, São
João del-Rei e Santa Luzia.
Para este ano, está prevista a implantação
de mais sete centros Viva Vida em Araçuaí,
Diamantina, Itabira, Manhuaçu, Patrocínio,
Ribeirão da Neves e Viçosa. Todas as obras
de construção já foram iniciadas, à
exceção de Ribeirão das Neves, que
começa em abril. Essa ação está
orçada em cerca de R$ 64 milhões.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Marcus
Pestana, a criação dos centros Viva Vida é
uma idéia inovadora, pois eles exercem um papel organizador,
despertando o espírito de cooperação.
Nas unidades, o fluxo de atendimento obedece à lógica
das redes de atenção à saúde,
ou seja, a paciente é avaliado pela equipe de Saúde
da Família e se constatada a necessidade, será
encaminhada a um Centro Viva Vida. Para que o programa funcione,
é fundamental que os municípios que fazem
parte da microrregião do Centro Viva Vida ofereçam
uma atenção primária qualificada.
Segundo lar
De acordo com o secretário, o Estado já investiu,
desde 2003, R$ 367 milhões no Programa Viva Vida.
Os recursos foram aplicados na construção
e melhorias em maternidades, Unidades Básicas de
Saúde (UBS), abertura de novos leitos de UTI Neonatal,
bem como na implantação das Casas de Apoio
às Gestantes.
A criação das casas é mais uma das
iniciativas do Viva Vida. Elas funcionam próximas
às maternidades de referência de alto risco,
oferecendo acolhimento e assistência multiprofissional
às gestantes de alto risco que moram longe das unidades
de saúde.
Também permanecem na Casa de Apoio as puérperas,
cujos recém-nascidos estão internados nas
unidades de cuidados intensivos. Ao todo, são quatro
casas em funcionamento no Estado, sendo três em Belo
Horizonte e uma em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.
Em março, será inaugurada a quinta, em Juiz
de Fora, e até o final deste ano, Barbacena, Montes
Claros e Varginha terão as suas casas de apoio implantadas.
Para essa ação, foram destinados cerca de
R$ 860 mil.
Segundo Pestana, com a abertura das casas, será oferecida
assistência, principalmente, à mãe carente
que tem necessidade de apoio e auxílio do Sistema
Único de Saúde (SUS). “Aqui teremos
a qualidade da maternidade com o amparo adequado à
mãe em gravidez de risco. É a união
do acolhimento e da atenção especializada”,
avaliou.
Em dezembro de 2008, a SES inaugurou duas casas de apoio
às gestantes, uma na Maternidade Odete Valadares
e outra no Hospital Júlia Kubitschek. Foram investidos,
em cada unidade, R$ 400 mil. Elas têm capacidade para
abrigar dez gestantes simultaneamente e possuem estrutura
para assistência ambulatorial com equipe multiprofissional.
Agência
Minas