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Instituto Eu Quero Viver
 
sábado, 23 fevereiro, 2007 14:54

Chutando cachorro

 
 
 

A casa do ensino superior, a Universidade, apresenta-se desde tempos imemoriais como o espaço leigo para a democracia. Imparcial. Um campo de batalha aberto em favor dos cidadãos que livre pensam.

Muitos falam do sistema medieval que reina em seus departamentos, onde a renovação de seus signatários é quase impossível e, quando acontece, os novatos são cerceados de seu direito de inovarem, prevalecendo o conservadorismo e o anacronismo das idéias, quase sempre fora de contexto do interesse da coletividade.

Um título de doutor é uma responsabilidade e a pessoa que o alcançou acredita que detêm notório saber e, o povo pensa que ela também desenvolveu um notório interesse relacional para com aqueles menos qualificados academicamente falando.

A Universidade enquanto escola, sempre é chamada a ser o palco de debates e conclaves de idéias que podem mudar a cidade e o mundo. A história confirma isso.

A cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, parece não ter acordado para isso e os muros da nossa "federal" continuam sendo aumentados e, a relevância das opiniões de fora quase sempre nem são ouvidas. Como dizem lá dentro, não fazem parte do escopo administrativo desenhado.

Nesse ínterim se pode alcançar que mais vale a máxima do manda quem pode e obedece quem tem juízo e, aí o cidadão pode perguntar – onde está a justiça de iguais? Pois é, pensam em diminuir a maioridade penal e a turma esquece que um réu confesso pode ter a pena abrandada ou mesmo comutada – o que se vê é a ausência de diretrizes em favor das pessoas.

No caso da justiça, é preciso que juizes e promotores fujam dos holofotes e façam valer suas togas no endurecimento com os argumentos dos advogados – ou seja, fazendo valer a lei com interpretações mais duras com casos hediondos. É preciso rever o caráter de decisões.

Não basta ter leis duras se os juizes que as colocará em pratica não aquiescer de sua hermenêutica em favor das vitimas. No caso da Universidade é preciso querer trabalhar para o povo que dela faz pública. A acessibilidade ainda é tímida e o Campus é uma incógnita, pois seus doutores quase sempre nem aparecem para prestarem serviços à cidade no sentido amplo do ato.

As pessoas que usam os instrumentos das instituições constituídas para coibir o trabalho daqueles que buscam formar com a maioria um senso de boa convivência e conquista, visando consolidar os projetos que colaboram para a melhoria da qualidade de vida das pessoas gasta energia em causa própria e macula o exercício da política social. Se todos são iguais perante a lei temporal e atemporal, por que discriminar.

As associações, ongs, entidades classistas, e as mais diversas denominações que formam o movimento social são os pilares que dão sustentabilidade às instituições que formam a organização de uma nação.

As instituições precisam perceber que só são o que são por causa do povo que julgam representar e defender. É o povo quem paga suas ações.

José Amaral Neto, jornalista www.cql.com.br/jancom - (34) 9197.2150 - Uberlândia


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